Cumprido que está o dia de descanso, Pedro Bianchi Prata está já a iniciar a etapa de hoje, a 7ª deste rally, iniciando assim esta que é a segunda semana do Dakar 2017. Aos comandos de uma Honda CRF 450 Rally ocupa atualmente a 59ª posição da classificação geral, onde ascendeu após a 4ª etapa. 

“No dia de descanso foi cumprido a preparar tudo para a segunda semana de Dakar. A primeira foi de pó, chuva, e lama. Foi uma semana recheada de várias sensações. Só consegui fazer uma boa etapa. O objetivo é ajudar a equipa e estar o mais próximo possível para que, caso seja necessário, possa ajudar. Toda a equipa deu o máximo para que tenhamos as motas tal como estavam no início do Dakar. Foi excecional ver a maneira como trabalharam, por isso estou convencido que tenho boas condições para fazer uma boa segunda semana que vai ter muita navegação e vai ser muito dura, por isso estou satisfeito”, revela Pedro Bianchi Prata.

Sobre a penalização sofrida por todos os pilotos da equipa Honda, Bianchi Prata explica que: 

“Infelizmente o nosso team manager mandou-nos abastecer numa bomba de gasolina que ficava entre as duas especiais. O que nós não sabiamos é que era proibido abastecer lá. Creio que essa situação foi explicada no briefing ao qual só o nosso team manager assistiu. Não houve qualquer intenção de fazer falcatrua, inclusive foi um fiscal que dava início da especial que nos disse onde ficava a bomba. A KTM reclamou, queria a desclassificação de todos os pilotos Honda, foi uma grande confusão e a organização penalizou o nosso percurso em 1h a cada piloto Honda. A KTM reclama agora para que sejamos penalizados em 3h. O ano passado a Peugeot fez exatamente o mesmo que nós e não foi sequer penalizada, mas as corridas são assim. O team menager já assumiu o erro, mas foi um erro que vai custar muito caro a toda a equipa e que possivelmente vai custar um pódio no Dakar a um dos pilotos da frente”.

 
Bianchi Prata pronto-socorro
O piloto da Honda revela ainda o que aconteceu com Luís Portela de Morais na tarde de sexta-feira.

“Era uma especial com muita chuva e lama. De manhã com a altitude estava um pouco enjoado. Depois, a partir do km 70 e tal a especial começou a secar e a ficar gira. Comecei a conseguir impor o meu ritmo, a passar alguns pilotos que me tinham passado, cerca de 3 ou 4, e é mais ou menos ao km 160 e pouco, que encontro o Luís Portela de Morais caído no chão, na altura pareceu-me com uma perna partida. Parei para ajudá-lo, como é evidente. Chamei os serviços de emergência e estive junto a ele até entrar no helicóptero”. 

A 6ª etapa que antecedeu o dia de descanso foi cancelada e, por isso, a direção de corrida foi forçada a mudar o percurso da etapa 7 de La Paz para Uyuni e um novo road book foi preparado durante o dia de descanso. Este novo percurso mistura partes das etapas 6 e 7. Desenhado principalmente em terreno arenoso, a especial do dia terá 161 km cronómetros precedidos de uma ligação de 400 km. No final haverá uma nova ligação de 240 km.

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