
Com o Mitsubishi Pajero MPR13, vencedor da prova em 2007, Marcos Baumgart e Kleber Cincea partem para sua estreia no Dakar
O maior rali do planeta está prestes a começar. O Dakar 2013, que tem seu início no dia 5 de janeiro, parte da cidade de Lima, capital do Peru, para uma aventura de 14 dias de competição que passa pela Argentina e termina no Chile, na cidade de Santiago (no dia 19), percorrendo 8.574 quilômetros (4.155 cronometrados). Entre os 156 carros inscritos na prova, uma dupla brasileira fará sua estreia neste que é o maior desafio sobre rodas em todo o mundo.
Com larga experiência no off road nacional, o piloto Marcos Baumgart e o navegador Kleber Cincea, ambos de 35 anos, disputarão a prova a bordo do Mitsubishi Pajero MPR, que foi campeão da disputa em 2007.
A dupla é veterana de Rally dos Sertões: Marcos foi campeão da categoria Protótipos T1 em 2006, enquanto Kleber é duas vezes vice-campeão da mesma categoria. Juntos, venceram o evento de abertura da edição 2012, o Super Prime, e terminaram em terceiro lugar na T1 e em sexto na geral entre os carros.
Entretanto, ambos admitem que o Dakar é uma prova completamente diferente. "É distinto de tudo que já corremos, mas estamos bem preparados e a ideia é tirar o máximo de proveito dos lugares onde o piso for mais parecido com o que já corremos, como o Sertões, por exemplo", disse.

O navegador destacou todo o rito de preparação para a prova. "Será o nosso primeiro Dakar, e uma estreia é sempre rodeada de expectativas. A estratégia e a navegação são muito diferentes do que estamos acostumados no Brasil, e por isso trabalhamos muito neste segundo semestre para este novo mundo que vamos encarar", destacou.
Um carro novo, uma navegação diferente e uma prova da qual nunca participaram exigiram bastante trabalho da dupla. "Testamos o carro na França em novembro e também andamos nas dunas do Marrocos em trechos que receberam etapas do Campeonato Mundial de Rally Cross Country naquele país. Então, tivemos que nos reciclar: saber ‘atacar’ as dunas, lidar com a aparelhagem de navegação, saber o limite do carro... Passamos até por um ‘intensivão’ muito proveitoso sobre como trabalhar todo o potencial do carro, fazer manutenção rápida, enfim, foi uma grande preparação", detalhou Kleber, que é engenheiro mecânico.
Marcos destacou as qualidades do carro. "É muito bom e, principalmente, confiável. Além disso, ele ainda é muito atual. Era isso o que procurávamos para a estreia. O motor de seis cilindros tem um bom torque e é um carro já no seu pico de desenvolvimento. É fácil de guiar e um pouco diferente do que estávamos acostumados, mas a adaptação foi bem tranquila", apontou o piloto.

Expectativas - "O primeiro objetivo, que sobressai a qualquer outro, é terminar a prova. Geralmente, só 30% dos que largam chegam até o final do Dakar, então esta é uma prova extremamente difícil para competidores e máquinas. Superando isso, vamos buscar ser a melhor dupla estreante entre os carros", afirmou Kleber Cincea.
Já o piloto quer evitar os tradicionais problemas em uma prova tão longa como o Dakar. "O principal é evitar os perrengues. E se acontecerem, é necessário resolver o mais rápido possível os problemas, pois quem perde tempo perde também a competitividade na corrida. Competir no Dakar é um sonho que tenho desde os oito anos de idade, e não quero desperdiçar esta chance por nada. A ideia principal é terminar a prova, mas quero muito chegar entre os dez melhores", diz.
A equipe Brasil de Rally conta com uma boa retaguarda para se concentrar apenas na prova. "O time tem uma estrutura fantástica, com profissionais vindos da França, veículos de resgate rápido e gente muito competente. Temos ferramentas para ir muito bem. O resto fica por nossa conta, em ter bom físico e concentração para fazer um excelente Dakar", disse o navegador.
Press EQUIPE BRASIL DE RALLY \ Press Consultoria