Este foi um rali estranho.
Tivemos que andar quilómetros fora de Benguela para chegar à base do rali. Mais de 25 km da Baía Azul que deu o nome à prova.
Este rali já foi considerado o rali melhor marcado de há alguns anos a esta parte.
A organização debateu-se com muitas contrariedades, mas, dadas as circunstâncias, este foi o rali possível.
A expectativa para esta prova era enorme dado que se previa uma grande participação de pilotos.
À ultima da hora as máquinas não ficaram prontas e participaram 22 concorrentes divididos pelas respectivas classes:
Classe M – 4 pilotos
Classe Q – 5 pilotos
Classe TT – 5 pilotos
Classe E – 8 pilotos
O centro do rali foi na Pescaria do Grupo Adérito Areias no Chamume.
As pistas eram boas e ao mesmo tempo muito rápidas.
Desistências foram 9, entre elas o Hamilton Gonçalves (Suzuki LTR 450), que teve que ser socorrido fruto de um queda que motivou a quebra da tíbia direita.
Ricardo Almeida e a sua Honda CRF 450 não deram hipóteses aos seus adversários com máquinas de menor cilindrada e por isso com menos potência. Fábio Cruz ainda obteve um 2º lugar apesar dos problemas na sua Husqvarna TC250. Joshua Teixeira (Husqvarna TC250) fez tudo para terminar, mesmo trocando a moto com o pai (Zé Comando-Honda CRF300), mas não ficou classificado.
Na Classe das moto4, Miguel Cardoso (KTM XC525) sempre foi mais rápido que Paulo Trindade (Honda TRX450) nas Especiais. Alexandre Lopes(Yamaha Raptor 700) e Ali Chamseddine (KTM XC525) não tiveram sorte com a mecânica das suas máquinas.
Na Classe TT dos jipes e das pick-ups, Ricardo Sequeira/Jorge Monteiro voaram baixinho com o Mitsubishi Pajero, que agora mudou de cor. Maló Almeida/João Paulo tentaram mas desconseguiram. A velocidade de ponta da Nissan Pick-Up é muito inferior ao Mitsubishi, mas as suspensões também são diferentes. Pedro Jesus levou o Jeep Wrangler até ao pódio. Eduardo Viana/Rogério de Brito estrearam um UMM Alter com um motor Toyota, mas numa queda depois de um salto, ficaram sem o eixo da frente. Moginho Pires/ Jorge Lopes continuam sem acabar um rali com o Land Rover 110, apesar que desta vez já fez muitos mais quilómetros.
A Classe E continua a ser aquela que tem maior número de participantes nos nossos ralis. Foram 7 SSV(side by side vehicule) ex-UTV e um buggie. Edwin Santos(Campeão 2015) ganhou a prova com o Polaris 1000. Também de Polaris 1000, João Lota, com alguns problemas, ficou em 2º lugar. E para terminar o pódio ficou o 1º Polaris 900 de Luís Abrantes(Campeão de 2016). Mário Fontes perfeitamente adaptado ao Polaris 1000 teve um furo na ultima Especial e ficou em 4º lugar. Jason Santos com o 2º Polaris 900 ficou em 5º lugar. Desistências devido a avarias, Rodrigo Morais (Polaris 1000), Miguel Raposo(Polaris 900) e Bruno Pegado(Pegado Ombadja).


Comunicado Oficial

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