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Quinta, 02 Setembro 2010 21:11 |
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Baja | Erik Korda | Eslováquia | FIA Faltam apenas 2 semanas para a 8ª Baja Slovakia, o único rali de todo o terreno disputado na Eslováquia. Pelo terceiro ano consecutivo, o rali irá ser disputado no campo militar de Záhorie. No entanto foram feitas algumas modificações aos planos iniciais, embora matendo o carácter do rali. O coração da prova assenta nas pistas arenosas da zona, com várias centenas de quilómetros a serem percorridos nos três dias de competição que aguardam os concorrentes. Este terreno exigente é muito popular entre os pilotos checos que regularmente visitam esta zona para se prepararem para o famoso Dakar. Durante as sessões de testes , são constantes as visitas destes pilotos devido ás semelhanças do terreno com o verdadeiro deserto. A 8ª Baja Slovakia® integra a Taça da Republica Eslovaca, o Campeonato da Republica Checa, o Campeonato Polaco e a Taça FIA Zona da Europa Central. São pois esperadas muitas das equipas que lutam pelos lugares de topo nas classificações dos diversos campeonatos, incluindo o vencedor do ano passado Balázs Szalay e o líder deste ano Erik Korda, ambos Húngaros. A equipa Checa Offroadsport.cz também se comprometeu em comparecer com 3 carros. O penta vencedor do Dakar nos quads - Josef Macháček - está a planear participar com um novo buggy. Também alguns concorrentes da Roménia e da Croácia mostraram interesse em participar nesta prova pela primeira vez. O "Quartel General" do rali estará localizado no aeroporto civil em Senica. Neste local ficará também instalada a Zona de Assistência, onde os fãs poderão ver de perto os pilotos e as suas máquinas. O público poderá ainda assistir á passagem dos concorrentes em prova numa super especial desenhada perto do aeroporto. A 8ª Baja Slovakia® é organizada pelo Raid Adventure Team, com o apoio da Volkswagen Slovakia. O maior parceiro do rali é a O.R.C. Ltd., um dos maiores fornecedores de acessórios de todo o tereno em com uma larga experiência na modificação de veículos de todo o terreno.

Press Baja Slovakia Todoterreno.pt Powered by Rally Raid Media Group
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Quinta, 02 Setembro 2010 20:43 |
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Dakar | Rota da Seda | Russia Em menos de 10 dias, as 48 equipas auto e as 16 em camião inscritas, irão arrancar para a segunda edição do Rali Rota da Seda - Dakar Series, o evento que marca o ínicio da preparação para o Dakar 2011. Os detentores do título de vencedores desta prova, Carlos Sainz e Firdaus Kabirov irão estrear nesta corrida as suas novas máquinas, recentemente saídas as oficinas da Volkswagen e da Kamaz respectivamente.
Será um "regresso à escola" no mundo dos ralis de todo o terreno, e este será o principal evento da disciplina a ter lugar na Rússia este ano : O Rota da Seda, irá -este ano - levar os participantes desde a cidade imperial de São Petersburgo, até à cidade de Sochi. A competição e a aventura irá percorrer mais de 4500 quilómetros, com um pouco mais de 2000 de especiais de classificação, com a prova a terminar na cidade que irá acolher os Jogos Olímpicos de Inverno. Mas antes dos concorrentes chegarem ás pistas de sky de Sochi, os pilotos do Rali Rota da Seda irão competir nas florestas, planícies e desertos da Rússia. Oito exigentes e versáteis etapas foram desenhadas de norte para sul, percorrendo o eixo que o rali irá explorar este ano. As capacidades de encontrar as trajectórias corretas e atravessar das dunas de areia, serão extensivamente utilizadas na rota que apenas irá conceder a vitória aos mais resistentes e performantes.

O formato do rali é perfeito para um teste em condições reais antes do Dakar. Tal como em 2009, a Volkswagen e a Kamaz estão precisamente a preparar a sua deslocação ao Rali Rota da Seda com o objectivo de afinar até ao mais pequeno detalhes as viaturas e os membros da equipa. O novo Race Touareg 3 estará presente pela primeira vez numa corrida com os seus pilotos : Carlos Sainz, Nasser Al Attyiah, Giniel de Villiers e Mark Miller. Nos camiões, a Kamaz , que também melhorou o seu camião , estará presente com Firdaus Kabirov e Vladimir Chagin. Mas o duelo será certamente com as equipas Team De Rooy e com Ales Loprais, com este último a conduzir também um novo Tatra.
Em quatro o mais rodas, todos participantes do Rali Rota da Seda têm nas suas mentes vários objectivos, quer seja um lugar no podium ou outro, mas de um não se esquecerão com certeza, e que é alcançar a cidade de Sochi, uma vez que todos quantos lá chegarem terão um prémio de 5000 dólares. Rallyraid.es para Todoterreno.pt Powered by Rally Raid Media Group
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Quinta, 02 Setembro 2010 18:37 |
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Baja | Hungarian Baja | Hungria
A Baja Húngria, ou HunGarian Baja como deve ser chamada, integra a Taça FIA de Bajas de Todo o Terreno, e como tal é disputada ao abrigo dos regulamentos FIA, impondo condições e limites que organização e pilotos devem respeitar, como é por exemplo o caso da prioridade de partida para as etapas em que os pilotos prioritários partem sempre na frente de todos os outros independentemente da sua classificação. Mas para além do benefício da partida na frente, existem detalhes que ao invés de se destinarem a facilitar a vida a pilotos e equipas, acabam de alguma forma por complicar. Este foi o caso que sucedeu no passado fim de semana na Húngria, com a norma que limita o tipo de pneus que os pilotos FIA podem usar. Esta norma indica que os pilotos devem escolher antes do ínicio da prova um tipo de pneu , e depois mantê-lo durante toda a competição. Neste evento os pilotos estavam avisados que existiria muita areia nas pistas rápidas e estreitas , que iriam percorrer nas florestas a Leste de Budapeste, na região em redor de Dabas. Como não estava prevista chuva em quantidade significativa para os dias da prova, as equipas decidiram-se por um tipo de pneumático adaptado a piso seco. Mas São Pedro não esteve do lado das equipas, e logo durante o durante o prólogo disputado ao final da tarde de sexta feira começou a chover, com as últimas equipas a percorrem os 6 kms já debaixo de uma chuva miudinha. Esta chuva ganhou força e manteve-se durante toda a noite e parte da manhã de sábado, modificando radicalmente as condições. Assim, onde antes existia areia, agora existia um piso muito mais compacto, e em muitos locais surgiram poças de água e lama, em particular dentro da floresta. Com esta nova situação, e com os pneus "errados" para as condições que se verificavam, as equipas começaram a viver momentos de alguma adrenalina mais ou menos inesperada. Os toques nas muitas árvores que ladeiam as pistas começaram então a surgir com mais frequência e à medida que os concorrentes iam terminando as especiais ia-se percebendo que os carros começavam a trazer algumas "feridas". Porém, com o degradar das condições, as situações realmente perigosas começaram a acontecer e não demorou muito até que alguém tivesse que desistir por causa disso. Foi o caso do Polaco Holowczyc com a Nissan da Overdrive, que teve um embate com alguma violência no meio da floresta, danificando a frente do seu carro. A equipa não hesitou em mostrar o seu desagrado, e já na assistência quanto tivemos oportunidade de conversar com o navegador, foi-nos deixado bem vincado que estavam muito descontentes com esta norma, que consideram perigosa e sem sentido. Jean Marc Fortin explicou-nos o que aconteceu:"Era uma zona muito muito lamaçenta, e não conseguimos controlar o carro. Não pudemos fazer nada e entrámos pela floresta, acertando numa árvore mesmo com o centro do carro. Felizmente os danos não foram muitos, apenas o radiador e pouco mais. A velocidade até nem era muita, o problema foi apenas esta estúpida norma dos pneus." Mostrando o seu desagrado, o acrescentou:" Mas afinal o que podemos nós fazer? Talvez escrever á FIA e dizer-lhes que têm que acordar, têm que reagir. Isto é perigoso. Eles estão a tentar reduzir os custos, mas não é com os pneus que o vão conseguir, basta ver os danos no nosso carro. Vai ser muito mais caro repará-lo do que ter utilizado quatro pneus diferentes. Foi realmente perigoso, e posso dizer-vos que na primeira especial, e na segunda passagem pela mesma especial tivemos 10 momentos arrepiantes em cada uma delas. Travávamos e nada acontecia, seguiamos em frente".

A Nissan de Holowczyc após o acidente -- Foto de Raul Losada
As questões relacionadas com os pneus interferiram ainda de alguma forma com os resultados da corrida, pois os muito bem equipados pilotos locais, não abrangidos pelas restrições da FIA puderam utilizar o tipo de pneu adequado ás condições que se verificavam, ficando assim com alguma vantagem face aos pilotos FIA. De entre os "locais" Erik Korda foi quem mais deu nas vistas, e chegou mesmo a liderar a competição em termos absolutos. Balasz Szalay também não deixou os seus créditos por mãos alheias e andou muito rápido também, tendo estes dois terminado em segundo e terceiro da geral respectivamente, sendo apenas superados por Boris Gadasin, que no segundo dia de competição a sério e com o piso mais seco pode já utilizar de uma forma mais eficaz todo o potencial do Proto G-Force. É opinião consensual entre os pilotos que a FIA deve rapidamente rever esta questão, pois os sustos e calafrios foram o prato forte entre as equipas que estão abrangidas pelos regulamentos FIA. No entanto nem só os prioritários FIA tiveram "encontros imediatos" com árvores, mas a verdade é que foram eles quem mais sofreu por causa desta norma. Ficou pois provado nesta prova que Pilotos com Pneus errados não combinam com os Paus das muitas árvores que ladeiam as pistas.

Van Cauweberge também experimentou a dureza das árvores Húngaras, aqui a chegar ao final da prova.
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