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Gyula | Hungria | PROHUN 500 Há muito tempo que tínhamos em mente participar nesta secção do site, uma vez que o todo o terreno não é só composto de factos e imagens. Muitas das vezes as relações humanas, as situações divertidas ou dramáticas que vivemos durante a realização de uma prova de todo o terreno também merecem ser tornadas públicas. Como estas situações que referi não têm cabimento como notícias, tomámos então a decisão de criar o nosso próprio espaço de "crónicas" e onde iremos , sempre que se justifique relatando o que vamos vivendo e sentindo ao acompanhar as provas de todo o terreno.
O impulso final para avançar com a nossa própria secção de crónicas foi nos dado pelos nossos amigos na Húngria, durante o acompanhamento do Rali Prohun 500, na bela cidade de Gyula.

No dia 9 de Julho começou no Aeroporto de Lisboa, aquela que viria a ser uma das melhores experiências que já vivemos nos últimos tempos, o Prohun 500 2009 Study Tour. O primeiro trecho da viagem até Gyula, cidade Húngara onde foi disputado o rali Prohun 500, foi feito de avião entre Lisboa a Budapeste, mas chegados á capital Húngara restavam-nos ainda 230kms de "alcatrão" pela frente. No aeroporto aguardavam-nos já os nossos colegas e amigos de outros países, entre eles a Rita e a Ibyola, ou seja a responsável pela nossa presença na Húngria e a responsável do TourInform de Gyula ( um gabinete de turismo integrado numa rede que cobre toda a Húngria). Ficamos então a saber quem eram os nossos acompanhantes nesta viagem , e eram eles Mario Ravaccia (www.fuoristradaweb.com Itália), Hansy Schekahn (Marathonrally.com Alemanha), Xenia Dvoynikova (http://www.rusrr.ru Rússia), Rita Kónya (Marathonrally - Húngria) e Judith Tomaselli (França), que se juntaria mais tarde a nós. Faltaram á chamada 2 jornalistas Espanhóis, que por motivos que lhes foram alheios não puderam participar no Prohun Studdy Tour. A nossa guia ao longo de todos os dias e quem nos iria sempre acompanhar seria Ibyola, a simpática húngara responsável do TourInform de Gyula, a quem foi entregue a responsabilidade de organizar a viagem dos "estrangeiros".
Assim, feitas as apresentações e reunido todo o grupo, fizemo-nos á estrada , para percorrer os 230kms que separam Budapeste de Gyula . A viagem pode-se dizer que foi no mínimo agradável, atravessando a reguião de Nagy-Alföld (a Grande Planície) rumo à cidade de Gyula na fronteira com a Roménia no Sudeste do país , cruzando campos de trigo, milho e girassol a perder de vista, uma paisagem algo semelhante ao Vale do Tejo, mas incomparávelmente maior. Pudemos ir sempre conversando com Ibyola (ou Ibi como pediu para a tratarmos) e irmos colhendo informações diversas sobre o que nos esperava, e também alguns factos sobre a região.

Chegámos ao nosso destino já ao final do dia, e tivemos oportunidade de ter logo o nosso primeiro contacto com uma das equipas. A equipa alemã composta por Bjorn e Walter Hrabal , e o seu Mercedes G estavam parados num parque de um centro comercial onde fomos para converter euros em florins húngaros. Pudemos conversar um pouco com eles e a nossa guia pode inclusivamente dar-lhes algumas indicações de um melhor local para passarem a noite. Fomos depois levados aos nossos alojamentos, e logo de seguida fomos jantar. Como nos esperava um programa muito preenchido e o cansaço da viagem fazia-se notar, assim que jantamos regressamos ao quarto e fomos directos para a cama para descansar e estarmos a 100% no dia seguinte.
Na sexta feira, foi o dia das verificações técnicas e administrativas durante a parte da manhã. Quanto a nós aproveitamos a manhã para dar-mos uma curta "voltinha" pelos assistências e pelo parque fechado, e conversar com alguns pilotos e mecânicos. Às 11 horas foi a altura de comparecermos no centro de imprensa para a apresentação do Prohun 500 aos jornalistas, onde organização, autoridades locais, e vencedor do ano passado marcaram presença . No final desta apresentação pudemos entrevistar Lazlo Palik, vencedor no ano passado e saber das suas expectativas para este evento . Quando o questionámos quanto ao que esperava deste evento ele disse que :" Bem eu espero conseguir o mesmo que o ano passado, vencer a corrida. Mas no ano passado foi muito díficil porque choveu, tivemos muita lama o que tornou a pista muito escorregadia, tornando a corrida muito técnica, o que me agradou bastante. O segundo dia foi muito rápido, a pista secou e eu gosto também das pistas rápidas o que foi também uma coisa boa, pois assim conseguimos ganhar a corrida confortávelmente uma vez que nos distanciamos muito dos outros concorrentes e pudemos disfrutar das pistas, e se me sentir assim no final da corrida, estarei certamente muito feliz." (entrevista disponível aqui ). A história não se repetiria e o piloto não conseguiu vencer a prova , uma vez que as caracteristicas da prova este ano não foram favoráveis ao seu carro.

Da parte da tarde e após o almoço regressámos ao parque de assistências para mais umas curtas conversas e ver de perto as máquinas, e para a primeira das "experiências" únicas do evento, e que nos estavam reservadas. A organização , colocou uma auto escada dos bombeiros á nossa disposição para pudermos tirar fotos de cima do parque fechado e das assistências, e ainda algumas fotos panorâmicas sobre a cidade.

Na passagem pelo parque de assistências tivemos uma "má" noticia, a de que a equipa de Miroslav Zapletal tinha tido um daqueles problemas de última hora. O motor da Strakar tinha cedido no dia anterior, e a equipa teve que fazer um esforço de conseguir ir buscar um Pagero de reserva á Républica Checa. Assim ficou tudo baralhado, uma vez que o normal carro de reserva estava alugado a Sven Knorr, um piloto alemão que tinha vindo a esta prova integrado na estrutura de Zapletal. Mas com o acordo do alemão, Zapletal pode dispor do carro de reserva (melhor do que o outro), e tendo o cliente ficado com o carro de reserva do carro de reserva, um Pagero mais antigo (o tal que foram buscar), que ainda nem sequer tinha sido revisto após a Baja Itália, e que chegou a Gyula ainda com todos os autocolantes da prova Transalpina. Curioso que nas imagens pode-se ver que o carro tem 2 numeros, um de cada evento.

Ao saber-se da presença de um grupo de jornalistas estrangeiros na cidade, um pouco de toda a parte foram surgindo contactos , e um dos mais curiosos foi o do aérodromo local, que nos foi convidar a sobrevoar a cidade e tirar fotos "de cima". Infelizmente como se aproximava a hora da super especial , nem todos puderam fazer o vôo, mas foi acordado entre nós desde o ínicio a partilha de fotos , portanto enquanto uns tiravam fotos de cima, os outros tiravam de baixo. A nós coube-nos a responsabilidade de fotografar a super especial do chão, disputada em redor de um lago artificial e num areeiro, com alguns saltos divertidos . A organização criou o que julgo ser um sistema espetacular para o público, uma vez que cada piloto dava três voltas ao SS. Assim , partindo um a um, á medida que completavam as 3 voltas saíam da pista e entrava novo participante. O público assim teve um muito melhor espetaculo, que quase parecia uma corrida em circuito fechado e não um rali de todo o terreno.

Já ao fim do dia e de regresso ao alojamento, pudemos ver como a cidade é líndissima. Foi feito um esforço por esta cidade em "evoluir" nos últimos anos, e pode-se dizer que teve um sucesso assinalável. A cidade parece um jardim de uma ponta á outra, muito limpa e cuidada, tendo ganho no ano de 2008 um prémio atribuido a nível europeu como a cidade mais florida da Europa. Quanto ao povo, é muito educado e respeitador. Nota-se nas pessoas uma forma de estar muito pacífica e tranquila. A título de exemplo, durante a noite não se ouve barulho nas ruas como em Portugal, apesar de estas estarem repletas de gente, novos e velhos , a conviver nos muitos bares e restaurantes com esplanadas. Pode-se estar em qualquer um destes locais conversar sem que se tenha de aumentar o tom de voz para se ser ouvido, mesmo rodeado de centenas de pessoas. Outro facto curioso é a utilização que este povo faz das bicicletas. Por variadas razões, a bicicleta é muito popular aqui, e existem um pouco por toda a parte circuitos e locais onde deixar os velocipedes. Tendo em alguns locais sido dada prioridade á bicicleta enquanto o automóvel perdeu terreno. Homens ou mulheres, novos ou velhos, ricos ou pobres todos usam este meio de transporte, que além de barato é saudável. Impossível de ver isto em Portugal, pelo menos desta forma.

No dia seguinte, um dos dias grande da corrida, levantá-mo-nos cedinho para ir para a primeira especial. Ibi, a nossa guia compareceu à hora marcada para nos levar até ao local que a organização lhe tinha indicado, um cruzamento da pista com o asfalto. Porém, para nós que estamos habituados a outro tipo de pista esta local foi algo decepcionante, pois nada tinha de espetacular ou parecido com as nossas pistas. Não se deve isto a qualquer erro da organização, mas sim ao próprio terreno, plano e sem curvas, e por isso mesmo a prova acaba por ser um misto de rectas e curvas a 90º. A nossa guia contactou então Olivér Solyóm o organizador principal, e que nos disse que um pouco adiante havia novo cruzamento mas aqui com possibilidade de ter um salto. Realmente tinha razão. Pelo menos aqui pudemos ver saltos a alta velocidade, e que proporcionaram fotos muito engraçadas. Nesta tal como em todas as outras especiais, foi adoptado um esquema de dupla passagem, o que permitiu ver os concorrentes duas vezes.

Após a disputa deste SS fomos levados para mais um evento do programa "túristico" que nos estava reservado, a viagem de Airboat. Sem dúvida um momento único. O Airboat é uma máquina que mais facilmente associamos aos EUA , mais propriamente ao Estado da Flórida e aos Everglades, local de onde esta máquina foi importada. Refira-se a título de curiosidade que este Airboat "só" dispõe de 425 CV fornecidos por um motor Chevrolet V8. O proprietário disponibilizou-se, para durante a manhã passear os jornalistas pelo rio e nós não quisemos perder esta oportunidade. Pudemos assim sentir sensações fantásticas a alta velocidade sobre a água, quer em linha recta, quer a curvar. Também proporcionou alguns duches agradáveis , uma vez que os 30 graus da temperatura do ar já se faziam sentir e soube bem levar com um pouco de água. No entanto o mais surpreendente foi quando o "piloto" decidiu levar-nos para uma zona de vegetação aquática muito densa, onde predomina um canavial fechado com alguns "foguetes". Neste local o piloto teve a "amabilidade" de entrar a alta velocidade para o meio das plantas, e por incrivel que pareça, na máquina nada de especial aconteceu. O Airboat consegue passar por cima de tudo e mais alguma coisa, incluindo derrubar troncos de velhas árvores que estão a sair da água, com a máxima das facilidades e sem que isso implique qualquer dano ou abanão.

Airboat
De seguida, Ibi, a nossa guia levou-nos a almoçar, para comer o prato típico da Húngira, o Gulyás (sopa que leva carne de porco, cebola , batata e pimentão). De facto bastante saborosa, mas que requer alguma habituação a quem não está familiarizado com sabores fortes.
Para depois de almoço tive oportunidade de repetir a experiência do Airboat, e mais uma vez fiquei maravilhado com a velocidade e agilidade daquela máquina.
Da parte da parte, Olivér Solyòm que sabia que durante a manhã não tinhamos achado muito interessante os locais onde tinhamos estado, contactou a nossa incansável guia, para nos levar a um novo local, saltando assim o programa previsto, mas sempre com o intuito de nos proporcionar a melhor experiência possível. No entanto, o local escolhido era "mais do mesmo" uma longa recta, com uma curva fechada a 90º. Não foi espetacular, mas mesmo assim ficámos satisfeitos, não pelas imagens ou pelo local, mas sim pelo esforço e empenho de Olivér e de Ibyola em garantirem que nós tinhamos o melhor possível.

Regressamos depois ao Centro de Imprensa, e tivémos mais uma surpresa, a Presidente da Câmara , a senhora Klára Perjési esperava por nós para nos conhecer. Assim pudemos conversar um pouco com ela, e dar-lhe a saber como estávamos satisfeitos com a forma como estávamos a ser recebidos. Pudemos ainda mostrar-lhe o nosso site, os artigos e fotos que estávamos a preparar, revelando a senhora presidente muita satisfação e interesse pelo que estávamos a fazer. Ela ficou particularmente satisfeita por saber que éramos Portugueses, e que estávamos ali na sua cidade . De seguida , e acompanhado de Rita a tradutora de serviço, voltámos ao parque de assistências onde tivemos uma mais uma "má notícia", o carro que mais curiosidade tinhamos de ver em corrida tinha ficado fora de combate. O Proto 1 de András Lukács tinha tido um problema num dos 4 amortecedores da frente e não estava em corrida. Com a colaboração da nossa amiga Rita Kónya, falei com o piloto que nos explicou o sucedido. No entanto comentei com ela que este era um dos carros que mais tinha interesse em ver , e ela disse-o á equipa. Para minha surpresa fui brindado com uma visita guiada ao automóvel, e pude ver ao detalhe toda a mecânica e as engenhosas soluções empregues nesta viatura singular. Fui acompanhado nesta visita guiada pelo mecânico chefe da equipa e no fim foi me dito que fui a primeira pessoa fora da equipa a quem foram revelados alguns dos segredos mais bem guardados, como é o caso da suspensão traseira ou sistema de direcção do carro.

Rita Konya e o Mecânico do Proto 1
Seguiu-se depois mais um "presente" da organização, 2 horas passadas SPA do Hotel Elizabeth, uma instância termal de 4 estrelas ( 4 estrelas Húngria significa qualidade máxima) , onde disfrutámos do complexo de piscinas interiores. Assim pudemos relaxar e recarregar baterias para o dia seguinte, que se avizinhava novamente muito preenchido. Regressámos depois ao centro da cidade para jantar , num agradável restaurante.
No domingo de manhã, Ibi (e Thomas) e Olivér , demonstrando novamente muito empenho , levaram-nos para o local mais surpreendende da corrida. Mas para melhor se compreender o que se passou devo dizer que de forma simples, a organização deste rali debate-se com 2 problemas. O tipo de estradas disponíveis, e os problemas levantados pelos "verdes". Assim, é necessário criar soluções para estas questões, e neste dia a solução foi criar uma pista com a forma de um A ... Ora foi aqui que nós os estrangeiros, ficámos surpreendidos... Os concorrentes partiam de uma "perna" do A, faziam a parte interior do A duas vezes, e saiam pela segunda "perna" mas ao começarem a repetir o percurso, encontravam-se frente a frente uns com os outros, a alta velocidade, tendo depois os que inciavam o percurso virar á esquerda, e os que o iam repetir virar á direita. Confesso que ficámos um pouco com os cabelos em pé e com receio de alguma coisa menos boa poder acontecer. Mais tarde com o vencedor da corrida, e ele disse-me que "Não havia risco de acontecer fosse o que fosse, pois estava tudo muito bem assinalado no roadbook, e estes locais eram extremamente visiveis. Não existiu qualquer perigo. Os carros tinham prioridade de passagem, e bastava apenas respeitar essa ordem". Mas na tentativa de nos abstrairmos do aparente perigo do local, tentámos apreciar ao máximo a corrida e a belissima paisagem do sitio onde estávamos, que era a umas escassas centenas de metros da fronteira com a Roménia. Quando terminou a passagem dos T1, Ibi e Anita ( uma jornalista húngara que entretanto se havia juntado a nós) levaram-nos a um café local para tomar um delicioso "capuccino", algo inesperado num local tão remoto como aquele.

Ainda durante a manhã, fomos conhecer o Castelo de Gyula, a única fortaleza de estilo gótico existente na Europa. Esta fortaleza é toda construida em tijolo, e foi recentemente recuperada. Possuiu um espólio notável de armas , utensílios e mobílias das diferentes fases de ocupação daquela região. Agora com o restauro, este é um dos pontos centrais desta cidade, sendo um pólo túristico de Gyula. Pudémos dispôr de um guia, que nos foi explicando sala após sala, o significado de cada uma delas, e o que eram os objectos expostos. Curiosamente, acabámos por ser nós , os portugueses os mais interessados nesta visita e ficamos sozinhos com o guia, o que teve as suas vantagens. Pudemos assim conversar abertamente com o guia, sem nos preocuparmos em demasia com os detalhes da visita, e ficar a saber coisas sobre o castelo e não só, que de outra forma ele não nos contaria. Facto muito interessante foi ele demonstar curiosidade sobre o nosso país e cultura, e revelar que é um fã dos Madredeus.

Da parte da tarde de domingo pudemos dispor de tempo "livre" e aproveitámos para percorrer ruas da cidade que até então não tinhamos visitado. Serviu este pequeno passeio para confirmar o que já sentiamos acerca de Gyula. É lindíssima esta cidade. Limpa, organizada, bem cuidada, com os seus habitantes a revelarem uma educação, civismo e respeito pelo próximo de uma forma a que nós Portugueses já não estamos habituados. Vive-se nesta cidade um clima de paz e tranquilidade de alguma forma semelhante a algumas cidades do nosso interior, onde as pessoas são simpáticas e acessíveis. Mas Gyula é acima de tudo um destino túrisitico, e apesar de em redor da cidade existir uma agricultura intensiva e extensiva, é do turismo florescente que a cidade retira grande parte do seu sustento, e por isso tudo faz para receber bem quem a visita. Com muitos hotéis e apartamentos facilmente aqui se encontra alojamento, e com um custo de vida significativamente mais baixo do que em Portugal, o "value for money" atinge aqui uma proporção muito favorável, particularmente para aqueles que desejam paz em vez da confusão e reboliço de outros destinos mais "agitados". Nesta cidade, existe por exemplo, um complexo termal , disperso por 8.5 hectares bem no centro da cidade, com multiplas piscinas, desde piscinas para crianças, piscinas aquecidas, jacuzzi, escorregas, piscinas olimpicas, e que estavam com bastante gente neste domingo.

Entretanto, enquanto nós passeávamos, os pilotos completavam os ultimos sectores da prova, repetindo as rondas pelos traçados da manhã. Quanto a nós dirigimo-nos para a praça da cidade onde iria ser realizada a cerimónia de entrega dos prémios, com a presença de muito público, das autoridades locais, dos organizadores e logicamente das equipas. Foram muitos os prémios distribuidos, mas destacarei apenas um , o prémio de "fair play". Este prémio foi atribuido a um piloto de um quad, que parou para ajudar um motard. Este piloto liderava, e ao tomar esta atitude hipotecou o seu resultado final, e por isso recebeu este prémio. Também raro em Portugal, embora por vezes isso aconteça.
No final da cerimónia pude falar com Oliver Solyom com a devida calma, e tive perante mim um homem bastante satisfeito com a forma como as coisas tinham corrido. Disse-me que "Absolutamente cansado, mas feliz porque tudo correu bem. Agora posso finalmente ir festejar um pouco." ( ver entrevista aqui) .

Quanto a nós regressamos ao Centro de Imprensa para terminar o nosso trabalho. Seguiu-se um jantar um pouco mais demorado, uma vez que estavamos a muito poucas horas de deixar Gyula. Às 2 horas da manhã inciou-se a nossa viagem de regresso a casa, deixando para trás a maravilhosa paisagem desta cidade que tão bem nos acolheu.
Mas para finalizar esta primeira crónica tenho que referir alguns nomes, começando pela nossa incansável guia, a Ibi ( e também Thomas o seu marido), que fez o possível e impossível para que nós estrangeiros tivessemos o melhor de tudo. Depois segue-se Rita Konya, a responsável pelo convite que nos foi endereçado, sempre simpática e disposta ajudar fosse no que fosse, foi uma óptima companhia em todos os momentos. Hansy Schekahn , editor do Marathonrally.com, um companheiro de aventura, simpático e extremamente divertido (nem parece alemão). Mário Ravaccia, o calmo italiano que nos acompanhou sempre e com quem esperamos voltar a estar já no "nosso" Portalegre deste ano. Xenia Dvoynikova a simpática e bem disposta jovem Russa que também fez parte da equipa. Judith Tomaselli , experiente jornalista francesa que nos ensinou algumas coisas de muito valor.

Ibi e Thomas
Finalmente , refiro o nome de Olivér Solyòm, o responsável máximo por este evento, a quem desejamos as maiores felicidades e que nos tratou da melhor maneira que possam imaginar.
Quanto a nós ficámos fãs de Gyula. Adorámos a cidade, mas sobretudo adorámos as pessoas.
Látom hamarosan. Köszönet Gyula.
Helder e Milay -- Todoterreno.pt
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