Helder
Prohun 500 2010 - Regresso a Gyula. PDF 
Helder
Quinta, 29 Julho 2010 22:36

Gyula | Hungria | PROHUN 500

logo_prohunO Todo o terreno logo_gyulaé um desporto com características únicas, onde é dada a todos quantos neste estão envolvidos de alguma forma, a possibilidade de conhecer locais ímpares em regiões mais ou menos remotas,  quer em Portugal, quer no Estrangeiro, para além de podermos ainda contactar com as diferentes gentes e culturas. Desde que nós começamos a seguir esta modalidade que temos constatado inúmeras vezes que assim é, somando recordações atrás de recordações das ínumeras aldeias e pequenas vilas onde os ralis e as bajas  passam, tendo em muitos dos casos ficado a conhecer não só o local como  também as suas gentes. Com o crescimento do nosso site foi-nos também dada a possibilidade de sair de Portugal para acompanhar eventos no  estrangeiro,  para ver com os nossos olhos e para viver experiências que muitas vezes só conhecemos através dos relatos dos outros, ou então que nos eram pura e simplesmente desconhecidos.


No ano passado, um supreendente convite feito em conjunto pelo Rali Prohun 500 e pela cidade de Gyula permitiu-nos viajar até à Húngria, para vivermos alguns dias de fantásticas experiências num ambiente
espetacular, dias esses que nos marcaram para sempre.   Foi uma viagem em que participámos com enorme curiosidade e com o espírito o mais aberto possível, com a cidade e o evento a conseguirem cativar-nos de uma forma que inicialmente não esperávamos.

Com as recordações de 2009 bem gravadas na memória, foi com bastante expectativa que este ano partimos novamente rumo a Gyula.  Sabíamos de antemão que mais uma vez quer a organização do rali quer a própria cidade tudo iriam fazer para que os nossos dias voltassem a ser memoráveis.

 

prohun_2

Cerimónia de partida do Prohun, que teve lugar na principal artéria de Gyula.

 

 
Aproxima-se a temporada dos grandes ralis. PDF 
Helder
Domingo, 06 Dezembro 2009 22:12

Africa Race | Budapest Bamako | Dakar 2010

logo_dakar_2010_novoDakar , Africa Race e Budapete-Bamako prometem animar o ínicio do ano.

.

..

.

logo_africa_race_2010

Normalmente chegado o final do ano, os fãs  dos ralis de todo o terreno preparavam-se para mais uma edição do Dakar. Em 2008, o gigantesco balde de água fria que foi despejado por cima das equipas e público deixou uma sensação de vazio, que ainda de alguma forma se mantém nos dias de hoje pelo menos para os fãs Europeus e em particular para os Portugueses.

.

.


logo_budapest_bamakoNo ano passado o Dakar "fugiu" para a América do Sul, criando um novo evento debaixo da marca "Dakar" que apesar de todos os problemas ainda assim conseguiu cativar público e pilotos, não só os locais mas também os que estão espalhados um pouco por toda a parte do globo.

 

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

 
Todoterreno.pt representado no Dakar 2010 PDF 
Helder
Quarta, 25 Novembro 2009 23:13

logo_dakar_2010_novotodoterrenoA partir de 30 de Dezembro, e graças á colaboração com o nosso parceiro "Rallyraid.es" , o nosso site  irá marcar presença de um modo oficial no mais duro rali do mundo, o Dakar 2010.  Iremos ter uma viatura de imprensa que irá seguir o rali pela pista, e trazer desde a América do Sul, conteudos exclusivos para os nossos visitantes.  

 É assim com orgulho que vos apresentamos a equipa numero 915 do Dakar 2010 composta por Pep Cifre, o nosso colega Espanhol, Director do Rallyraid.es  e por Pere Marco, o piloto da viatura.  Graças a eles disporemos de declarações exclusivas dos pilotos ibéricos, fotos, e ainda de uma série de crónicas na primeira pessoa que relatarão a corrida tal como ela é vista do "interior", que serão publicadas no "Rallyraid.es".

Ambos contam com a experiência de vários "Dakar's", cada um na sua especialidade. Pere trará a experiência como piloto com vários anos de Dakar, tanto de competição como de T5, que irão ajudar bastante quer na viagem ao longo da pista, quer nas crónicas. Quanto a Pep, terá a seu cargo a tarefa de fotografar a corrida Sul Americana e o seu mágnifico cenário , contanto já com uma larga experiência em diversos eventos da especialidade onde podemos destacar o Dakar 2007.

Dakar_press_car

Todoterreno.pt

 
Prohun 500 PDF 
Helder
Sábado, 18 Julho 2009 13:10

Gyula | Hungria | PROHUN 500

logo_todoterrenoHá muito tempo que tínhamos em mente participar nesta secção do site, uma vez que o todo o terreno não é só composto de factos e imagens.  Muitas das vezes as relações humanas, as situações divertidas ou dramáticas que vivemos durante a realização de uma prova de todo o terreno também merecem ser tornadas públicas.  Como estas situações que referi não têm cabimento como notícias, tomámos então a decisão de criar o nosso próprio espaço de "crónicas" e onde iremos , sempre que se justifique relatando o que vamos vivendo e sentindo ao acompanhar as provas de todo o terreno.

O impulso final para avançar com a nossa própria secção de crónicas foi nos dado pelos nossos amigos na Húngria, durante o acompanhamento do Rali Prohun 500, na bela cidade de Gyula.

No dia 9 de Julho começou no Aeroporto de Lisboa, aquela que viria a ser uma das melhores experiências que já vivemos nos últimos tempos, o Prohun 500 2009  Study Tour.  O primeiro trecho da viagem até Gyula, cidade Húngara onde foi disputado o rali Prohun 500,  foi feito de avião entre Lisboa a Budapeste, mas chegados á capital Húngara restavam-nos ainda 230kms de "alcatrão" pela frente.   No aeroporto aguardavam-nos já os nossos colegas e amigos de outros países, entre eles a Rita e a Ibyola,  ou seja a responsável pela nossa presença na Húngria e a responsável do TourInform de Gyula ( um gabinete de turismo integrado numa rede que cobre toda a Húngria).    Ficamos então a saber quem eram os nossos acompanhantes nesta viagem  , e eram eles Mario Ravaccia (www.fuoristradaweb.com Itália), Hansy Schekahn (Marathonrally.com Alemanha), Xenia Dvoynikova (http://www.rusrr.ru  Rússia), Rita Kónya (Marathonrally - Húngria) e Judith Tomaselli (França), que se juntaria mais tarde a nós.  Faltaram á chamada 2 jornalistas Espanhóis, que por motivos que lhes foram alheios não puderam participar no Prohun Studdy Tour.   A nossa guia ao longo de todos os dias e quem nos iria sempre acompanhar seria Ibyola, a simpática húngara responsável do TourInform de Gyula, a quem foi entregue a responsabilidade de organizar a viagem dos "estrangeiros".

Assim, feitas as apresentações e reunido todo o grupo, fizemo-nos á estrada , para percorrer os 230kms que separam Budapeste de Gyula .  A viagem pode-se dizer que foi no mínimo agradável, atravessando a reguião de Nagy-Alföld (a Grande Planície) rumo à cidade de Gyula na fronteira com a Roménia no Sudeste do país , cruzando campos de trigo, milho e girassol a perder de vista, uma paisagem algo semelhante ao Vale do Tejo, mas incomparávelmente maior.  Pudemos ir sempre conversando com Ibyola (ou Ibi como pediu para a tratarmos) e irmos colhendo informações diversas sobre o que nos esperava, e também alguns factos sobre a região.

 

prohun_studdy_tour_3

Chegámos ao nosso destino já ao final do dia, e tivemos oportunidade de ter logo o nosso primeiro contacto com uma das equipas.  A equipa alemã composta por Bjorn e Walter Hrabal , e o seu Mercedes G estavam parados num parque  de um centro comercial onde fomos para  converter euros em florins húngaros.  Pudemos conversar um pouco com eles e a nossa guia pode inclusivamente dar-lhes algumas indicações de um melhor local para passarem a noite.  Fomos depois levados aos nossos alojamentos, e logo de seguida fomos jantar.  Como nos esperava um programa muito preenchido e o cansaço da viagem fazia-se notar, assim que jantamos regressamos ao quarto e  fomos directos para a cama para descansar e estarmos a 100% no dia seguinte.

Na sexta feira, foi o dia das verificações técnicas e administrativas durante a parte da manhã. Quanto a nós aproveitamos a manhã para dar-mos uma curta "voltinha" pelos assistências e pelo parque fechado, e conversar com alguns pilotos e mecânicos.   Às 11 horas foi a altura de comparecermos no centro de imprensa para a apresentação do Prohun 500 aos jornalistas, onde organização, autoridades locais, e vencedor do ano passado marcaram presença .   No final desta apresentação pudemos entrevistar Lazlo Palik, vencedor no ano  passado e saber das suas expectativas para este evento . Quando o questionámos quanto ao que esperava deste evento ele disse que :" Bem eu espero conseguir o mesmo que o ano passado, vencer a corrida. Mas no ano passado foi muito díficil porque choveu, tivemos muita lama o que tornou a pista muito escorregadia, tornando a corrida muito técnica, o que me agradou bastante.  O segundo dia foi muito rápido, a pista secou e eu gosto também das pistas rápidas o que foi também uma coisa boa, pois assim conseguimos ganhar a corrida confortávelmente uma vez que nos distanciamos muito dos outros concorrentes e pudemos disfrutar das pistas, e se me sentir assim no final da corrida, estarei certamente muito feliz."  (entrevista disponível aqui ). A história não se repetiria e o piloto não conseguiu vencer a prova , uma vez que as caracteristicas da prova este ano não foram favoráveis ao seu carro.

entrevista_laszlo

Da parte da tarde e após o almoço regressámos ao parque de assistências para mais umas curtas conversas e ver de perto as máquinas, e para a primeira das "experiências" únicas do evento, e que nos estavam reservadas.  A organização , colocou uma auto escada dos bombeiros á nossa disposição para pudermos tirar fotos de cima do parque fechado e das assistências, e ainda algumas fotos  panorâmicas sobre a cidade. 

prohun_studdy_tour_7

Na passagem pelo parque de assistências tivemos uma "má" noticia, a de que a equipa de Miroslav Zapletal tinha tido um daqueles problemas de última hora. O motor da Strakar tinha cedido no dia anterior, e a equipa teve que fazer um esforço de conseguir ir buscar um Pagero de reserva á Républica Checa.  Assim ficou tudo baralhado, uma vez que o normal carro de reserva estava alugado a Sven Knorr, um  piloto alemão que tinha vindo a esta prova integrado na estrutura de Zapletal.  Mas com o acordo do alemão, Zapletal pode dispor do carro de reserva (melhor do que o outro),  e tendo o cliente ficado com o carro de reserva do carro de reserva, um Pagero mais antigo (o tal que foram buscar), que ainda nem sequer tinha sido revisto após a Baja Itália, e que chegou a Gyula ainda com todos os autocolantes da prova Transalpina. Curioso que nas imagens pode-se ver que o carro tem 2 numeros, um de cada evento.

Ao saber-se da presença de um grupo de jornalistas estrangeiros na cidade, um pouco de toda a parte foram surgindo contactos , e um dos mais curiosos foi o do aérodromo local, que nos foi convidar a sobrevoar a cidade e tirar fotos "de cima".  Infelizmente como se aproximava a hora da super especial , nem todos puderam fazer o vôo, mas foi acordado entre nós desde o ínicio a partilha de fotos , portanto enquanto uns tiravam fotos de cima, os outros tiravam de baixo.  A nós coube-nos a responsabilidade de fotografar a super especial do chão,  disputada em redor de um lago artificial e num areeiro, com alguns saltos divertidos .  A organização criou o que julgo ser um sistema espetacular para o público, uma vez que cada piloto dava três voltas ao SS. Assim , partindo um a um, á medida que completavam as 3 voltas saíam da pista e entrava novo participante. O público assim teve um muito melhor espetaculo, que quase parecia uma corrida em circuito fechado e não um rali de todo o terreno.

IMG_9002Já ao fim do dia e de regresso ao alojamento, pudemos ver como a cidade é líndissima.  Foi feito um esforço por esta cidade em "evoluir" nos últimos anos, e pode-se dizer que teve um sucesso assinalável. A cidade parece um jardim de uma ponta á outra, muito limpa e cuidada,  tendo ganho no ano de 2008 um prémio atribuido a nível europeu como a cidade mais florida da Europa. Quanto ao povo, é  muito educado e respeitador. Nota-se nas pessoas uma forma de estar muito pacífica e tranquila. A título de exemplo, durante a noite não se ouve barulho nas ruas como em Portugal, apesar de estas estarem repletas de gente, novos e velhos , a conviver nos muitos bares e restaurantes com esplanadas. Pode-se estar em qualquer um destes locais  conversar sem que se tenha de aumentar o tom de voz para se ser ouvido, mesmo rodeado de centenas de pessoas.  Outro facto curioso é a utilização que este povo faz das bicicletas.  Por variadas razões, a bicicleta é muito popular aqui, e existem um pouco por toda a parte circuitos e locais onde deixar os velocipedes.  Tendo em alguns locais sido dada prioridade á bicicleta enquanto o automóvel perdeu terreno.  Homens  ou mulheres, novos ou velhos, ricos ou pobres todos usam este meio de transporte, que além de barato é saudável. Impossível de ver isto em Portugal, pelo menos desta forma. 

prohun_studdy_tour_8

No dia seguinte, um dos dias grande da corrida, levantá-mo-nos cedinho para ir para a primeira especial.  Ibi, a nossa guia compareceu à hora marcada para nos levar até ao local que a organização lhe tinha indicado, um cruzamento da pista com o asfalto.  Porém, para nós que estamos habituados a outro tipo de pista esta local foi algo decepcionante, pois nada tinha de espetacular ou parecido com as nossas pistas.  Não se deve isto a qualquer erro da organização, mas sim ao próprio terreno, plano e sem curvas, e por isso mesmo a prova acaba por ser um misto de rectas e curvas a 90º.   A nossa guia contactou então Olivér Solyóm o organizador principal, e que nos disse que um pouco adiante havia novo cruzamento mas aqui com possibilidade de ter um salto.  Realmente tinha razão.  Pelo menos aqui pudemos ver saltos a alta velocidade, e que proporcionaram fotos muito engraçadas.  Nesta tal como em todas as outras especiais, foi adoptado um esquema de dupla passagem, o que permitiu ver os concorrentes duas vezes.

Após a disputa deste SS fomos levados para mais um evento do programa "túristico" que nos estava reservado, a viagem de Airboat.  Sem dúvida um momento único.  O Airboat é uma máquina que mais facilmente associamos aos EUA , mais propriamente ao Estado da Flórida e aos Everglades, local de onde esta máquina foi importada.  Refira-se a título de curiosidade que este Airboat "só" dispõe de 425 CV fornecidos por um motor Chevrolet V8.  O proprietário disponibilizou-se, para durante a manhã passear os jornalistas pelo rio e nós não quisemos perder esta oportunidade.  Pudemos assim sentir sensações fantásticas a alta velocidade sobre a água, quer em linha recta, quer a curvar.  Também proporcionou alguns duches agradáveis , uma vez que os 30 graus da temperatura do ar já se faziam sentir e soube bem levar com um pouco de água.  No entanto o mais surpreendente foi quando o "piloto" decidiu levar-nos para uma zona de vegetação aquática muito densa, onde predomina um canavial fechado com alguns "foguetes".  Neste local o piloto teve a "amabilidade" de entrar a alta velocidade para o meio das plantas, e por incrivel que pareça, na máquina nada de especial aconteceu.  O Airboat  consegue passar por cima de tudo e mais alguma coisa, incluindo derrubar troncos de velhas árvores que estão a sair da água, com a máxima das facilidades e sem que isso implique qualquer dano ou abanão.

prohun_studdy_tour_1

Airboat

De seguida, Ibi, a nossa guia levou-nos a almoçar, para comer o prato típico da Húngira,  o Gulyás (sopa que leva carne de porco, cebola , batata e pimentão). De facto bastante saborosa, mas que requer alguma habituação a quem não está familiarizado com sabores fortes.

Para depois de almoço tive oportunidade de repetir a experiência do Airboat, e mais uma vez fiquei maravilhado com a velocidade e agilidade daquela máquina.

Da parte da parte, Olivér Solyòm que sabia que durante a manhã não tinhamos achado muito interessante os locais onde tinhamos estado, contactou a nossa incansável guia, para nos levar a um novo local, saltando assim o programa previsto, mas sempre com o intuito de nos proporcionar a melhor experiência possível.  No entanto, o local escolhido era "mais do mesmo" uma longa recta, com uma curva fechada a 90º.  Não foi espetacular, mas mesmo assim ficámos satisfeitos, não pelas imagens ou pelo local, mas sim pelo esforço e empenho de Olivér e de Ibyola em garantirem que nós tinhamos o melhor possível.

prohun_studdy_tour_7

Regressamos depois ao Centro de Imprensa, e tivémos mais uma surpresa, a Presidente da Câmara , a senhora Klára Perjési esperava por nós para nos conhecer.  Assim pudemos conversar um pouco com ela, e dar-lhe a saber como estávamos satisfeitos com a forma como estávamos a ser recebidos. Pudemos ainda mostrar-lhe o nosso site, os artigos e fotos que estávamos a preparar, revelando a senhora presidente muita satisfação e interesse pelo que  estávamos a fazer.  Ela ficou particularmente satisfeita por saber que éramos Portugueses, e que estávamos ali na sua cidade .  De seguida  , e acompanhado de Rita a tradutora de serviço, voltámos ao parque de assistências onde tivemos uma mais uma  "má notícia", o carro que mais curiosidade tinhamos de ver em corrida tinha ficado fora de combate. O Proto 1 de András Lukács  tinha tido um problema num dos 4 amortecedores da frente e não estava em corrida.  Com a colaboração da nossa amiga Rita Kónya, falei com o piloto que nos explicou o sucedido.  No entanto comentei com ela que este era um dos carros que mais tinha interesse em ver , e ela disse-o á equipa.  Para minha surpresa fui brindado com uma visita guiada ao automóvel, e pude ver ao detalhe toda a mecânica e as engenhosas soluções empregues nesta viatura singular.  Fui acompanhado nesta visita guiada pelo mecânico chefe da equipa e no fim foi me dito que fui a primeira pessoa fora da equipa a quem foram revelados alguns dos segredos mais bem guardados, como é o caso da suspensão traseira ou sistema de direcção do carro.

rita_1

Rita Konya e o Mecânico do Proto 1

Seguiu-se depois mais um "presente" da organização, 2 horas passadas  SPA do Hotel Elizabeth, uma instância termal de 4 estrelas ( 4 estrelas Húngria significa qualidade máxima) , onde disfrutámos  do complexo de piscinas interiores.  Assim pudemos relaxar e recarregar baterias para o dia seguinte, que se avizinhava novamente muito preenchido.  Regressámos depois ao centro da cidade para jantar , num agradável restaurante.

 

No domingo de manhã, Ibi (e Thomas) e Olivér , demonstrando novamente muito empenho , levaram-nos para o local mais surpreendende da corrida.  Mas para melhor se compreender o que se passou devo dizer que de forma simples, a organização deste rali debate-se com 2 problemas.  O tipo de estradas disponíveis, e os problemas levantados pelos "verdes".  Assim, é necessário criar soluções para estas questões, e neste dia a solução foi criar uma pista com a forma de um A ...  Ora foi aqui que nós os estrangeiros, ficámos surpreendidos... Os concorrentes partiam de uma "perna" do A, faziam a parte interior do A duas vezes, e saiam pela segunda "perna"  mas ao começarem a repetir o percurso, encontravam-se frente a frente uns com os outros, a alta velocidade, tendo depois os que inciavam o percurso virar á esquerda, e os que o iam repetir virar á direita.  Confesso que ficámos um pouco com os cabelos em pé e com receio de alguma coisa menos boa poder acontecer.  Mais tarde com o vencedor da corrida, e ele disse-me que "Não havia risco de acontecer fosse o que fosse, pois estava tudo muito bem assinalado no roadbook, e estes locais eram extremamente visiveis. Não existiu qualquer perigo.  Os carros tinham prioridade de passagem, e bastava apenas respeitar essa ordem".  Mas na tentativa de nos abstrairmos  do aparente perigo do local, tentámos apreciar ao máximo a corrida e a belissima paisagem do sitio onde estávamos, que era a umas escassas centenas de metros da fronteira com a Roménia.   Quando terminou a passagem dos T1, Ibi e Anita ( uma jornalista húngara que entretanto se havia juntado a nós) levaram-nos a um café local para tomar um delicioso "capuccino", algo inesperado num local tão remoto como aquele.

prohun_studdy_tour_5

Ainda durante a manhã, fomos conhecer o Castelo de Gyula, a única fortaleza de estilo gótico existente na Europa.  Esta fortaleza é toda construida em tijolo, e foi recentemente recuperada.  Possuiu um espólio notável de armas , utensílios e mobílias das diferentes fases de ocupação daquela região.   Agora com o restauro, este é um dos pontos centrais desta cidade, sendo um pólo túristico de Gyula.  Pudémos  dispôr de um guia, que nos foi explicando sala após sala,  o significado de cada uma delas, e o que eram os objectos expostos. Curiosamente,  acabámos por ser nós , os portugueses os mais interessados nesta visita e ficamos sozinhos com o guia, o que teve as suas vantagens.  Pudemos assim conversar abertamente com o guia, sem nos preocuparmos em demasia com os detalhes da visita, e ficar a saber coisas sobre o castelo e não só, que de outra forma ele não nos contaria.  Facto muito interessante foi ele demonstar curiosidade sobre o nosso país e cultura, e revelar que é um fã dos Madredeus.

prohun_studdy_tour_6

Da parte da tarde de domingo pudemos dispor de tempo "livre" e aproveitámos para percorrer ruas da cidade que até então não tinhamos visitado.   Serviu este pequeno passeio para confirmar o que já sentiamos acerca de Gyula. É lindíssima esta cidade. Limpa, organizada, bem cuidada, com os seus habitantes a revelarem uma educação, civismo e respeito pelo próximo de uma forma a que nós Portugueses já não estamos habituados. Vive-se nesta cidade um clima de paz e tranquilidade de alguma forma semelhante a algumas cidades do nosso interior, onde as pessoas são simpáticas e acessíveis.  Mas Gyula é acima de tudo um destino túrisitico, e apesar de em redor da cidade existir uma agricultura intensiva e extensiva, é do turismo florescente que a cidade retira grande parte do seu sustento, e por isso tudo faz para  receber bem quem a visita.  Com muitos hotéis e apartamentos facilmente aqui se encontra alojamento, e com um custo de vida significativamente mais baixo do que em Portugal, o "value for money" atinge aqui uma proporção muito favorável, particularmente para aqueles que desejam paz em vez da confusão e reboliço de outros destinos mais "agitados".  Nesta cidade, existe por exemplo, um complexo termal , disperso por 8.5 hectares bem no centro da cidade, com multiplas piscinas, desde piscinas para crianças, piscinas aquecidas, jacuzzi, escorregas, piscinas olimpicas,  e que estavam com bastante gente neste domingo.

prohun_studdy_tour_4

Entretanto, enquanto nós passeávamos, os pilotos completavam os ultimos sectores da prova, repetindo as rondas pelos traçados da manhã.  Quanto a nós dirigimo-nos para a praça da cidade onde iria ser realizada a cerimónia de entrega dos prémios, com a presença de muito público, das autoridades locais, dos organizadores e logicamente das equipas.  Foram muitos os prémios distribuidos, mas destacarei apenas um , o prémio de "fair play". Este prémio foi atribuido a um piloto de um quad, que parou para ajudar um motard. Este piloto liderava, e ao tomar esta atitude hipotecou o seu resultado final, e por isso recebeu este prémio. Também raro em Portugal, embora por vezes isso aconteça.

No final da cerimónia pude falar com Oliver Solyom com a devida calma, e tive perante mim um homem bastante satisfeito com a forma como as coisas tinham corrido.  Disse-me que "Absolutamente cansado, mas feliz porque tudo correu bem. Agora posso finalmente ir festejar um pouco." ( ver entrevista aqui) . 

helder_oliver_ibyola

Quanto a nós regressamos ao Centro de Imprensa para terminar o nosso trabalho.  Seguiu-se um jantar um pouco mais demorado, uma vez que estavamos a muito poucas horas de deixar Gyula.  Às 2 horas da manhã inciou-se a nossa viagem de regresso a casa, deixando para trás a maravilhosa paisagem desta cidade que tão bem nos acolheu.

 

Mas para finalizar esta primeira crónica tenho que referir alguns nomes, começando pela nossa incansável guia, a Ibi ( e também Thomas o seu marido), que fez o possível e impossível para que nós estrangeiros tivessemos o melhor de tudo.  Depois segue-se Rita Konya, a responsável pelo convite que nos foi endereçado, sempre simpática e disposta ajudar fosse no que fosse, foi uma óptima companhia em todos os momentos.  Hansy Schekahn , editor do Marathonrally.com, um companheiro de aventura, simpático e extremamente divertido (nem parece alemão).  Mário Ravaccia, o calmo italiano que nos acompanhou sempre e com quem esperamos voltar a estar já no "nosso" Portalegre deste ano. Xenia Dvoynikova a simpática e bem disposta jovem Russa que também fez parte da equipa. Judith Tomaselli  , experiente jornalista francesa que nos ensinou algumas coisas de muito valor.

prohun_studdy_tour_2

Ibi e Thomas

Finalmente , refiro o nome de Olivér Solyòm, o responsável máximo por este evento, a quem desejamos as maiores felicidades e que nos tratou da melhor maneira que possam imaginar.

 

Quanto a nós ficámos fãs de Gyula.  Adorámos a cidade, mas sobretudo adorámos as pessoas.

Látom hamarosan. Köszönet Gyula.

 

Helder e Milay -- Todoterreno.pt

 




Baja Hungria
Baja Hungria
Grupo Todoterreno.pt no Facebook
. Share on facebook .
Siga-nos no Twitter
Fórum

Passatempo

Passatempo Cetelem Interdoces Team
Logotipo Todoterreno.pt