Entrevistas

Entrevista a Agnes Farnardi - Navegadora de ralis.

Categoria: Entrevistas
Publicado em 20 agosto 2014
 
A estreia de um piloto ou um copiloto numa prova de todo o terreno é sempre um momento que o mesmo vai recordar durante bastante tempo, quase certamente para o resto da vida. Essa estreia será ainda mais marcante caso se tenha a possiblidade de conduzir ou navegar a bordo de uma das máquinas de topo do todo o terreno mundial.  Foi isso exatamente que aconteceu com Agnes Farnardi, uma navegadora Húngara já muito experiente e bem sucedida no mundo dos ralis, que teve na HunGarian Baja a sua primeira experiência no todo o terreno de competição ao lado de Pal Lonyai, a bordo do HRX Ford (ex-Racing Lancer oficial)
Agnes tem 32 anos de idade e já é navegadora nos ralis há 7. Normalmente participa no campeonato de ralis Hungaro ao lado do seu namorado, Peter Osvath que conduz um Mistubishi EVO 9 do Grupo N.  E sempre que tem hipóteses conduz ela própria um Suzuki GTI de ralis em eventos regionais.
Face à ausência de Zoltan Garamvolgyi que teve que assumir a sua posição como principal organizar da HunGarian Baja, coube assim a Agnes  a tarefa de o substituir ao lado de Pal Lonyai.
De seguida poderá ler as respostas que a simpática navegadora deu às nossas questões sobre esta sua primeira experiência no mundo do todo o terreno de competição:
 
Todoterreno.pt / RISE Network: Começamos pela questão mais óbvia de todas.  Gostou da sua estreia numa prova de todo o terreno?

Agnes Farnardi: "Sim! Adorei cada segundo.  No entanto tinha algum receio desta tarefa, para a qual olhei como um grande desafio. Os ralis e o todo o terreno têm pouco em comum, especialmente no que diz respeito á tarefa do copiloto a bordo do carro."

TT - Qual foi a parte da corrida que mais gostou , e qual foi a parte que gostou menos, se é que não gostou de alguma coisa?

AF - "Eu comecei a gostar mesmo da corrida quando consegui apanhar o ritmo do "jogo". Ser um navegador de rali  significa que tenho que dar notas de forma muito precisa, e que tenho que as dizer no tempo e local exato em que são necessárias.  Agora, fui responsável por tudo relacionado com a pista: controlar o ritmo, contar o tempo e até improvisar foram coisas muito importantes aqui. Não posso mencionar pontos negativos, a não ser os meus ossos doridos."

TT - Como compara esta corrida com um rali normal?

AF - "É tudo muito diferente, desde as verificações administrativas até ao final da corrida. A regras são de alguma forma parecidas, mas nem sempre. Para mim, é algo estranho perder alguns segundos e isso não ter grande importância ou pelo menos não ter a importância que tem num rali. Até mesmo não conseguir terminar uma especial, mas poder regressar á corrida embora com alguma penalização. E ter que ultrapassar carros ou ser ultrapassado não é nada frequente num rali, e para mim isso foi algo novo, pois tive também que aprender a utilização do Sentinel. "

TT - Foi fácil a adaptação ao novo tipo de roadbook e novo tipo de pista?

AF - "Na primeira especial não tive problemas mas na segunda e na terceira a coisa foi algo complicada. Penso que quis dar tanta informação como num rali, mas o meu piloto disse-me que não precisava de o fazer e que tinha apenas que me concentrar nas coisas importantes. Depois disso, penso que consegui lidar com o roadbook muito melhor e senti-me mais confiante, o que acabou também por tornar a minha experiência mais divertida."

TT - Qual foi a parte que achou que é mais difícil para o navegador?

AF - "Algumas vezes o roadbook não está perfeitamente escrito. Por exemplo, temos que percorrer 800 metros e não temos qualquer sinal de valas ou outros perigos. Mas ao 400 metros damos um grande salto numa vala e temos que confiar no roadbook, esperando não nos termos enganado em alguma coisa, e que a vala que estamos que está assinalada está apenas no final dos 800 metros. Quando andamos na lama as rodas rodam mais do que aquilo que andamos e isso bralha também o terratrip. É um desafio complicado. E mais uma coisa, há partes da pista que são realmente cruéis no aspeto físico."

TT - E quanto ao carro: O que acha do Ford HRX?

AF - "Embora não o possa comparar com os outros carros de todo o terreno, eu realmente senti-me confortável a bordo. É um caro construído por uma equipa muito profissional, que se comporta muito bem mesmo em pistas duras e está muito bem equipado. Nos ralis estou habituada a sair do carro e ir logo ver se tem ou não danos depois de uma especial de terra. Aqui é inacreditável que depois de alguns troços o carro não tenha qualquer dano."

TT - Uma vez que este foi o primeiro rali com o Pal, como é que foi o ambiente dentro do carro durante o fim de semana?  Foi fácil dar-lhe as notas corretas?

AF - "Ele é muito divertido e nunca senti qualquer stress do lado dele. No entanto é algo temperamental mas também muito tolerante. Penso que quando ele escolhe um navegador também está ciente das dificuldades. Eu confiei na sua condução durante toda a corrida e nunca senti que em algum momento ele tivesse perdido o controlo do carro.  Anteriormente não tivemos qualquer hipótese de falar sobre os detalhes do roadbook. Um pouco antes da corrida começar demos uma vista de olhos pelo roadbook e ele deu-me alguma informação sobre o que ele iria precisar na pista. A partir desse ponto já foi fácil navegá-lo. O meu piloto de ralis habitual gosta de ter muita informação, enquanto o Pal prefere pouca. Não faz mal, afinal isto não é rali, mas sim todo o terreno."

TT - É uma experiência que queria repetir no futuro?

AF - "Claro! Embora eu inicialmente apenas tivesse pensado nesta única experiência, pois tenho muitos ralis durante o ano. No final da corrida, tinha dores no corpo todo e disse : "Nunca mais"... Mas agora as dores já passaram e já pude descansar é já quero repetir."

 
O Todoterreno.pt e a RISE Network agradecem a colaboração da LP Racing e de Agnes Farnardi neste trabalho e desejam os maiores sucessos para a carreira desta simpática navegadora e também piloto.
 
 
Todoterreno.pt / RISE Network
 

Andrey Rudskoy: "Vamos dar o nosso melhor para vencer os T2."

Categoria: Entrevistas
Publicado em 14 agosto 2014
 
Chegados a meio da temporada, constatamos que existe uma luta muito interessante pela vitória na Taça do Mundo FIA de Ralis de Todo o Terreno na categoria T2 com o Russo Andrey Rudskoy na liderança. A RISE Network pode falar com este seu parceiro e colocar-lhe algumas questões sobre a HunGarian Baja que se disputará este fim de semana.
 
RISE Network: Qual a sua opinião sobre a primeira parte da temporada?

Andrey Rudskoy: "A primeira parte foi realmente boa para nós. Terminamos no podio nas 4 primeiras corridas da Taça do Mundo, em São Petersburgo, na Itália, no Abu Dabhi e no Qatar e assumimos a liderança d classificação com um bom número de pontos. Acima de tudo fiquei muito feliz com a vitória na "Baja Russia - Northern Forest". Foi uma grande batalha por secundos. Os lideres mudavam a cada especial. Na Itália foi bom terminar num podio composto paenas por Russos. No Abu Dabhi e no Qatar tive as minhas primeiras experiencias a sério com as areias e a navegação. Fiquei  muito satisfeito com o terceiro lugar que obti em ambas as provas. Depois falhámos a prova do Egipto devido á logistica que não conseguiu entregar o carro a tempo, mas felizmente conseguimos mantermo-nos na liderança. Em Espanha tivemos um interessante duelo com o nosso novo rival - Yasir Saeidan, que participa nas Bajas Europeias e foi capaz de vencer em Espanha. Penso que vamos ter lutas muito excitantes com ele até ao final da temporada."

 
RISE: Esta vai ser a sua primeira participação na HunGarian Baja. Seguiu a corrida nos últimos anos? Sabe alguma coisa interessante sobre a prova?

AR: "Sim, para mim vai ser a primeira experiencia na HunGarian Baja, e estou ansioso pelo novo desafio. Eu sei e também já me disseram que a pista é muito técnica e com muitos saltos, e que vou ter que estar totalmente concentrado desde o primeiro quilómetro."

 
RISE: Quais são os seus objectivos para este rali?

AR: "Queremos fazer o nosso melhor e terminar com o melhor resultado possivel. Depois de Espanha os mecânicos trabalham muito no carro e espero que esteja a funcionar na perfeição, pois isso é um dos aspectos mais importantes nas Bajas."

 
RISE: "Estão inscritos 8 carros na Cat. T2. Quem acha que irá ser o seu maior rival?

AR: "Obviamente o nosso maior rival é Yasir Saeidan, porque é ele quem está mais próximo de nós na classificação. Também os pilotos Húngaros poderão constituir uma ameaça, pois são bons pilotos, estão em "casa" e sentem-se muito confiantes."

 
RISE: Conhece algum dos pilotos Hungaros da categoria T2?

AR: "Eu lembro-me  do Sandor Sebestyén. Penso que já nos encontrámos em pista."

 

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