Entrevistas

Entrevista Jean-Marc Fortin, patrão da equipa Overdrive

Categoria: Entrevistas
Publicado em 02 outubro 2014
 
Depois da fuga de pilotos da Overdrive para outras equipas, a nossa colega Olga Zvyagina (RRClub.su) da RISE Network, presente no Rali de Marrocos pode colocar algumas questões a Jean-Marc Fortin, patrão da Overdrive para que nos contasse em primeira mão mais alguns detalhes da corrente situação e dos seus planos para o futuro.
 
RISE Network: Esta prova é para si e para quase todos os presentes o ultimo ensaio antes do Dakar.  A sua equipa tem uma grande variedade de tripulações, diga-nos o que espera deles nesta prova.

Jean-Marc Fortin: "Estou totalmente de acordo que Marrocos é um ensaio geral antes do Dakar. Agora já temos totalmente definidas e formadas a quase totalidade das formações que vão disputar o rali de Marrocos e também o Dakar, e por isso agora é muito mais fácil trabalhar a logística, com os carros e com as suas assistências. Temos dedicado muito tempo a tralhar no novo carro de suspensão independente e estas novas máquinas irão estar nas mãos de seis pilotos no Dakar. Estou certo que terão o seu lugar dentro do Top10.  Temos uma equipa forte e creio que aqui em Marrocos demonstraremos que estão particularmente melhores na velocidade, porque já estamos a cumprir as regras do Dakar que obrigam a um restritor de 37mm. Aliado a isso temos uma nova distribuição de peso."

 
RISE: De qual formação espera os melhores resultados?

JMF: "A minha sensação é que De Villiers e Álvarez são os mais fortes atualmente. Depois diria Dabrovsky e Ten Brinke. E no Dakar espero que Yazeed Al-Rajhi, que, apesar de não participar na prova de Marrocos, mas que virá depois para realizar um teste de três dias.  Este teste iremos realiza-lo em modo de etapa Maratona entre Erfoud e Zagora, indo e regressando sem os serviços da assistência. Estamos muito contentes que depois de dois anos Lúcio Alvarez tenha regressado á equipa, com quem conseguimos um quinto lugar no Dakar à três anos atrás. Pilotou durante algum tempo para a Ford, mais ainda assim regressou para junto de nós. Vai ser uma luta interessante com a X-Raid que tem dois ou três pilotos muito fortes, mas temos uma equipa decente e concentrada para que estejam os seis dentro do top10."

 
RISE: Todos esperavam que Nasser Al-Attiyah estivesse na sua equipa. Porque não faz parte da Overdrive?

JMF: "Al-Attiyah é como as abelhas que andam de flor em flor. Como diretor de equipa nunca quis meter pressão para manter um cliente. Parece que Sven Quandt está "enamorado" por este piloto e pelo seu projeto. Não sei. É assim a vida. É claro que Nasser fazia parte dos planos da nossa equipa, mas "c'est la vie."

 
RISE: Também já não farte da sua equipa Adam Malyzs. Qual é o motivo?

JMF: "Adam também tinha a opção de escolher entre duas equipas - SMG e a nossa equipa. Ele realizou um teste de 1000 quilómetros com o SMG Buggy e ficou muito impressionado. Eu entendo a sua sensação quando se sentou pela primeira vez na baquet e pode sentir a sua velocidade e o curso da suspensão. Adam colocou ao seu patrocinador Red Bull os dois programas, o do Buggy e o da Toyota. Foi a opção deles. No entanto a minha opinião é que o Polaco regressará depressa."

 
RISE: Gostaríamos de saber a sua opinião sobre a equipa Peugeot, que deveria participar no Rali de Marrocos contra a Overdrive e a X-Raid , mas não se inscreveu na prova.

JMF: "Sim, na semana passada estive na Polónia no evento Verva Street Racing, onde a Peugeot apresentou o carro. Era real, inclusivamente estive junto a ele. Não era um "show car", mas sim o que vai ao Dakar, mas não creio que seja este ano, mas sim no próximo. Mas isto é apenas um rumor. Tenho muitos amigos que trabalham na equipa e sei o que é a informação privilegiada. O trabalho num carro leva muito tempo e não é fácil preparar um carro tão rapidamente. Também falei com Carlos Sainz, mas, como sempre negou tudo. Quando a equipa oficial Peugeot anunciou este projeto, pensei que íamos lutar pelo pódio contra eles no Dakar, mas o tempo foi passando, e agora começo a entender melhor. É uma questão para o futuro, mas não este ano."

 

Entrevista a Agnes Farnardi - Navegadora de ralis.

Categoria: Entrevistas
Publicado em 20 agosto 2014
 
A estreia de um piloto ou um copiloto numa prova de todo o terreno é sempre um momento que o mesmo vai recordar durante bastante tempo, quase certamente para o resto da vida. Essa estreia será ainda mais marcante caso se tenha a possiblidade de conduzir ou navegar a bordo de uma das máquinas de topo do todo o terreno mundial.  Foi isso exatamente que aconteceu com Agnes Farnardi, uma navegadora Húngara já muito experiente e bem sucedida no mundo dos ralis, que teve na HunGarian Baja a sua primeira experiência no todo o terreno de competição ao lado de Pal Lonyai, a bordo do HRX Ford (ex-Racing Lancer oficial)
Agnes tem 32 anos de idade e já é navegadora nos ralis há 7. Normalmente participa no campeonato de ralis Hungaro ao lado do seu namorado, Peter Osvath que conduz um Mistubishi EVO 9 do Grupo N.  E sempre que tem hipóteses conduz ela própria um Suzuki GTI de ralis em eventos regionais.
Face à ausência de Zoltan Garamvolgyi que teve que assumir a sua posição como principal organizar da HunGarian Baja, coube assim a Agnes  a tarefa de o substituir ao lado de Pal Lonyai.
De seguida poderá ler as respostas que a simpática navegadora deu às nossas questões sobre esta sua primeira experiência no mundo do todo o terreno de competição:
 
Todoterreno.pt / RISE Network: Começamos pela questão mais óbvia de todas.  Gostou da sua estreia numa prova de todo o terreno?

Agnes Farnardi: "Sim! Adorei cada segundo.  No entanto tinha algum receio desta tarefa, para a qual olhei como um grande desafio. Os ralis e o todo o terreno têm pouco em comum, especialmente no que diz respeito á tarefa do copiloto a bordo do carro."

TT - Qual foi a parte da corrida que mais gostou , e qual foi a parte que gostou menos, se é que não gostou de alguma coisa?

AF - "Eu comecei a gostar mesmo da corrida quando consegui apanhar o ritmo do "jogo". Ser um navegador de rali  significa que tenho que dar notas de forma muito precisa, e que tenho que as dizer no tempo e local exato em que são necessárias.  Agora, fui responsável por tudo relacionado com a pista: controlar o ritmo, contar o tempo e até improvisar foram coisas muito importantes aqui. Não posso mencionar pontos negativos, a não ser os meus ossos doridos."

TT - Como compara esta corrida com um rali normal?

AF - "É tudo muito diferente, desde as verificações administrativas até ao final da corrida. A regras são de alguma forma parecidas, mas nem sempre. Para mim, é algo estranho perder alguns segundos e isso não ter grande importância ou pelo menos não ter a importância que tem num rali. Até mesmo não conseguir terminar uma especial, mas poder regressar á corrida embora com alguma penalização. E ter que ultrapassar carros ou ser ultrapassado não é nada frequente num rali, e para mim isso foi algo novo, pois tive também que aprender a utilização do Sentinel. "

TT - Foi fácil a adaptação ao novo tipo de roadbook e novo tipo de pista?

AF - "Na primeira especial não tive problemas mas na segunda e na terceira a coisa foi algo complicada. Penso que quis dar tanta informação como num rali, mas o meu piloto disse-me que não precisava de o fazer e que tinha apenas que me concentrar nas coisas importantes. Depois disso, penso que consegui lidar com o roadbook muito melhor e senti-me mais confiante, o que acabou também por tornar a minha experiência mais divertida."

TT - Qual foi a parte que achou que é mais difícil para o navegador?

AF - "Algumas vezes o roadbook não está perfeitamente escrito. Por exemplo, temos que percorrer 800 metros e não temos qualquer sinal de valas ou outros perigos. Mas ao 400 metros damos um grande salto numa vala e temos que confiar no roadbook, esperando não nos termos enganado em alguma coisa, e que a vala que estamos que está assinalada está apenas no final dos 800 metros. Quando andamos na lama as rodas rodam mais do que aquilo que andamos e isso bralha também o terratrip. É um desafio complicado. E mais uma coisa, há partes da pista que são realmente cruéis no aspeto físico."

TT - E quanto ao carro: O que acha do Ford HRX?

AF - "Embora não o possa comparar com os outros carros de todo o terreno, eu realmente senti-me confortável a bordo. É um caro construído por uma equipa muito profissional, que se comporta muito bem mesmo em pistas duras e está muito bem equipado. Nos ralis estou habituada a sair do carro e ir logo ver se tem ou não danos depois de uma especial de terra. Aqui é inacreditável que depois de alguns troços o carro não tenha qualquer dano."

TT - Uma vez que este foi o primeiro rali com o Pal, como é que foi o ambiente dentro do carro durante o fim de semana?  Foi fácil dar-lhe as notas corretas?

AF - "Ele é muito divertido e nunca senti qualquer stress do lado dele. No entanto é algo temperamental mas também muito tolerante. Penso que quando ele escolhe um navegador também está ciente das dificuldades. Eu confiei na sua condução durante toda a corrida e nunca senti que em algum momento ele tivesse perdido o controlo do carro.  Anteriormente não tivemos qualquer hipótese de falar sobre os detalhes do roadbook. Um pouco antes da corrida começar demos uma vista de olhos pelo roadbook e ele deu-me alguma informação sobre o que ele iria precisar na pista. A partir desse ponto já foi fácil navegá-lo. O meu piloto de ralis habitual gosta de ter muita informação, enquanto o Pal prefere pouca. Não faz mal, afinal isto não é rali, mas sim todo o terreno."

TT - É uma experiência que queria repetir no futuro?

AF - "Claro! Embora eu inicialmente apenas tivesse pensado nesta única experiência, pois tenho muitos ralis durante o ano. No final da corrida, tinha dores no corpo todo e disse : "Nunca mais"... Mas agora as dores já passaram e já pude descansar é já quero repetir."

 
O Todoterreno.pt e a RISE Network agradecem a colaboração da LP Racing e de Agnes Farnardi neste trabalho e desejam os maiores sucessos para a carreira desta simpática navegadora e também piloto.
 
 
Todoterreno.pt / RISE Network
 

Pág. 1 de 6

Inscreva-se na:

 

 

X-ADVENTURE TOURS - UMA NOVA FORMA DE VISITAR CORUCHE.

X-ADVENTURE TOURS

Parceiros

LOGO_TEREPRALI.jpgLOGO_16_VALVULAS.jpglOGO_RALLYRAID_NET.jpgLOGO_LP_RACING.jpgLOGO_NUNO_MATOS.JPGLOGO_NUNO_MATOS.jpglOGO_RALLYRAID_ES.jpgLOGO_MAIS_TT.jpgLOGO_FEDIMA.jpgLOGO_X_ADVENTURE.jpgLOGO_OFFROAD_4X4.jpglOGO_SOLYOM_TEAM.jpglOGO_RISE_MEDIA.jpg