Baja España Aragón 2025: A aventura começou ao rubro com heróis, poeira e surpresas
A mítica Baja España Aragón está de volta… e arrancou com estrondo! O prólogo da 41.ª edição — uma especial curta mas eletrizante de 6,46 km — deu hoje o tiro de partida à prova mais icónica do rally-raid espanhol, reunindo mais de 260 equipas oriundas de 30 países. Entre os motores que rugiram, os pneus que mordiam a terra e os aplausos do público, ficou claro: esta edição promete emoção até ao último quilómetro.
O ambiente foi digno de uma festa motorizada. Sob o calor do verão de Teruel, pilotos de motos, quads, carros e camiões testaram os seus reflexos e coragem num troço desenhado para separar os rápidos dos verdadeiramente audazes. Um desafio técnico que determinou a ordem de partida para a etapa de amanhã — e onde já se destacaram os primeiros protagonistas.
Portugueses ao ataque nos carros
Portugal brilhou com intensidade. João Ferreira e Filipe Palmeiro, ao volante de um Toyota Hilux IMT EVO, mostraram uma condução firme, decidida e perfeitamente sincronizada, registando o melhor tempo entre os automóveis: 4:08.828. A dupla lusa bateu nomes sonantes como o jovem fenómeno polaco Erik Goczał (com Szymon Gospodarczyk), que ficou a 3 segundos, e Martin Kaczmarski/Armand Monleón, que fecharam o pódio em terceiro.
Ainda entre os favoritos, Nani Roma e Alex Haro (Ford Raptor) terminaram em quarto, enquanto Nasser Al-Attiyah e Fabian Lurquin, a bordo do novo Dacia, foram quintos — mostrando que a luta pelos lugares cimeiros está apenas a começar.
Santolino lidera nas motos, Coutinho domina nos quads
O espanhol Lorenzo Santolino, aos comandos da sua Sherco, foi o mais veloz entre as motos com um tempo de 4:30.6, superando Alfredo Pellicer (KTM) e Alonso Trigo (KTM). Já nos quads, o destaque foi para o português Tomás Paulo (Yamaha), que assinou o melhor tempo da categoria com 4:34.7 — uma promessa de que Portugal está para lutar em todas as frentes.
Navarros surpreendem nos camiões
A surpresa do dia veio em formato XXL. A equipa navarra composta por Javier Mariezcurrena, Ángel Iribarren e Joseba Berasategui, ao volante de um IVECO, impôs-se entre os gigantes da prova com um tempo de 5:09.0, deixando para trás o veterano Martin Macík (Liaz), vencedor por cinco vezes, e o consistente Richard De Groot (IVECO).
Buggy em ritmo de sprint
Nos buggies do Grupo T3, o mais rápido foi Pau Navarro com Jan Rosa, ao volante de um Taurus, parando o cronómetro nos 4:19.959. Foram seguidos por Fidel Castillo/Cándido Herrera (Taurus T3 Max) e Cristina Gutiérrez/Pablo Moreno, também num Taurus. Em T4, o português Gonçalo Guerreiro, com Joel Lutas (Polaris), destacou-se entre os dez primeiros.
E amanhã, começa a verdadeira odisseia
Este sábado, os motores vão rugir ainda mais alto com o arranque da primeira etapa oficial. Estão previstos dois sectores seletivos: SS1 Argente–Cella, onde os carros partem primeiro, e SS2 Torrijo del Campo–Gea de Albarracín, reservado inicialmente às motos. A estratégia é clara: evitar sobreposições entre categorias e garantir o máximo de segurança e espetáculo.
A Baja Aragón 2025 não é apenas uma corrida — é um duelo contra o tempo, o terreno e os próprios limites. Uma batalha feita de pó, precisão e paixão. E isto foi só o começo.
Fonte: Baja Aragon






