Baja España Aragón 2025: João Ferreira e Filipe Palmeiro escrevem história: vitória heróica na Baja Aragón 2025 por apenas 2 segundos!
Na mais épica e renhida edição dos seus 41 anos de existência, a Baja España Aragón – Troféu GETAC 2025 entrou definitivamente para os livros de história. O motivo? Uma vitória portuguesa arrancada ao segundo — literalmente. João Ferreira e Filipe Palmeiro, ao volante de um Toyota Hilux IMT EVO, triunfaram pela primeira vez na mítica prova aragonesa… com uma margem de apenas 2 segundos sobre o lendário Nasser Al Attiyah e Fabian Lurquin (Dacia)!
O Sector Selectivo 3, disputado esta manhã entre Argente e Cella, repetia o traçado da véspera, mas em condições muito mais duras após o desgaste acumulado. Al Attiyah, a abrir pista, sabia que o desafio seria feroz. E foi. Ferreira e Palmeiro partiram com tudo, numa perseguição sem tréguas, com um ritmo alucinante e sem margem para erros. E foi precisamente essa consistência milimétrica que lhes garantiu a vitória mais apertada de sempre nesta prova.
Com esta conquista, Ferreira torna-se no primeiro piloto português a vencer a Baja em décadas, e oferece à Toyota a sua oitava vitória – consolidando-a como a marca mais vitoriosa da competição e vencedora das últimas cinco edições consecutivas.
Al Attiyah, o homem das seis vitórias na Baja, teve de se contentar com a prata. A bordo do inovador Dacia Sandrider, assinou também uma prestação de excelência, mas ficou a um suspiro de somar o que seria o seu sétimo título. Um verdadeiro duelo de titãs.
A fechar o pódio, um nome bem conhecido do todo-o-terreno mundial: Nani Roma, acompanhado por Alex Haro no Ford Raptor T1+. Esta presença marca o 30.º aniversário da primeira vitória de Roma na Baja (em motos, 1995) e comemora-se também uma década desde a sua última conquista nesta competição. Um regresso simbólico e emocionante.
Mas a emoção não parou nos T1+. Em SSV, os portugueses Gonçalo Guerreiro e Joel Lutas (Polaris) brilharam com um andamento demolidor e só problemas mecânicos os impediram de entrar no top 10 absoluto — mesmo assim terminaram num impressionante 13.º lugar da geral!
Nos Challenger T3, o drama foi total: Fidel Castillo e Cándido Carrera (Taurus), líderes no final do primeiro dia mesmo sem travões, viram um furo estragar-lhes a prova, caindo fora do pódio. Aproveitando o deslize, Charles Munster e Loris Pascaud assumiram o comando e venceram para a equipa Taurus, seguidos de Andre Lotterer e Alexandre Giroud — este último tricampeão das 24H de Le Mans. Pau Navarro e Jan Rosa, também em Taurus, fecharam o pódio com uma recuperação notável.
No Campeonato de Espanha de Todo-o-Terreno GT2i, a dupla Félix Macías / José Luis Conde (Toyota) venceu confortavelmente e terminou em 12.º da geral, lamentando apenas os contratempos que os afastaram do top 10 absoluto. Fidel Castillo/Cándido Carrera e Santi Carnicer/Sergio Peinado completaram o pódio da categoria.
Destaque também para as duas mulheres mais rápidas do Nacional: Cristina Gutiérrez e Laia Sanz, ambas aos comandos de veículos Taurus, que terminaram em 4.º e 5.º lugares, respetivamente — um sinal claro da força feminina no todo-o-terreno.
Na Regularidade, os aragoneses Andrés Fuertes e Marino San José (Toyota Land Cruiser) venceram com 85,5 pontos, seguidos por Joan Pedragosa/Josep Beltri (Toyota) e Fernando Blanco/Antonio Pomarol (Nissan Frontier), que completaram o pódio.
Uma Baja memorável, uma vitória suada… e um Portugal em festa!
A edição de 2025 da Baja Aragón fica marcada pelo talento, a bravura e a resiliência dos pilotos — e por um duelo final que ficará para sempre na memória dos fãs do todo-o-terreno. Com uma organização exemplar, cenários de cortar a respiração e máquinas a roçar os limites da engenharia, esta Baja provou mais uma vez por que razão continua a ser uma das grandes provas do desporto motorizado mundial.
A contagem decrescente para 2026 já começou. Mas hoje, a bandeira é verde e vermelha.
Fonte: Baja Aragon






