Dakar 2026: Etapa 10 - Recuperação extraordinária de Laia Sanz com o EBRO s800 XRR
A piloto espanhola e o seu copiloto Maurizio Gerini recuperam 111 posições face à sua ordem de partida (129), ultrapassam 81 carros em pista e terminam em 18.º lugar, depois do contratempo sofrido na etapa maratona disputada ontem.
Na geral, a equipa EBRO Audax Motorsport mantém-se no Top 20 a três dias do final do Rally Dakar.
Laia Sanz: “Foi muito duro. Saindo tão atrás, encontrámos de tudo. Das etapas que fiz em carros sem ter problemas, foi aquela em que terminei mais cansada.”
Laia Sanz e Maurizio Gerini protagonizaram o grande feito do dia, ao superarem de forma heróica a segunda parte da etapa maratona e ao completarem, assim, duas jornadas consecutivas sem assistência mecânica, tal como dita o regulamento. Depois de terem de efectuar uma reparação de emergência no meio das dunas, devido à ruptura de um cabo eléctrico — o que lhes fez perder mais de uma hora e os atirou para o fundo do pelotão —, esta quarta-feira desforraram-se com um grande resultado.
A dupla hispano-italiana recuperou 111 posições face à sua ordem de partida (129) e ultrapassou nada menos do que 81 carros em pista até terminar num espectacular 18.º lugar (+27:40) aos comandos do seu EBRO s800 XRR. Na geral, a EBRO Audax Motorsport continua agarrada ao Top 20 (+3:09:04), quando faltam apenas três dias para cruzar a meta final em Yanbu e pôr fim à primeira participação da equipa espanhola no Rally Dakar.
A 10.ª etapa reservou um cenário dantesco: um terço da especial, com 420 quilómetros de percurso entre o bivouac-refúgio e Bisha, decorreu num mar de dunas, a que se juntaram numerosos troços de fesh-fesh (areia fina), pistas rápidas, caminhos sinuosos e zonas pedregosas. Uma combinação que dá ainda mais mérito, se possível, à façanha de Sanz e Gerini, que tiveram de pilotar em condições mais do que complicadas, como relata a piloto catalã.
“Acho que, das etapas que fiz em carros sem ter problemas, foi aquela em que terminei mais cansada. Estou rebentada. Foram 250 quilómetros de areia muito duros. Saindo tão atrás, encontrámos de tudo: veículos capotados, uma infinidade de regos por todo o lado, areia batida, pó… mas acabámos muito bem. O carro aguentou perfeitamente e o Maurizio fez um grande trabalho na navegação. A 120 quilómetros do final apanhámos um carro que não conseguimos ultrapassar de maneira nenhuma por causa do pó e perdemos bastante tempo, por isso o resultado ainda podia ter sido um pouco melhor.”
A 11.ª etapa disputa-se amanhã, quinta-feira, entre Bisha e Al Henakiyah, com um total de 882 quilómetros, dos quais 346 km serão contra o relógio. Será uma jornada longa e complicada, novamente, em que a dificuldade estará na navegação, devido à quantidade de cruzamentos e bifurcações ao longo do percurso.
Comunicado: EBRO Audax Motorsport






