Dakar 2026: Etapa 12 - EQUIPAS DA TGRSA SUPERAM A 12.ª ETAPA, MARCADA POR FUROS, ANTES DA FINAL DO DAKAR
Todos os três pares da TOYOTA GAZOO Racing South Africa chegaram ao final de uma exigente 12.ª etapa, apesar de furos e reparações feitas em plena especial.
Saood Variawa e François Cazalet mantêm-se em 11.º da geral à entrada para a derradeira etapa.
Guy Botterill e Oriol Mena recuperaram bem após danos perto do fim, enquanto João Ferreira e Filipe Palmeiro se focaram em garantir a chegada.
A 12.ª etapa do Rali Dakar 2026 ofereceu um último grande teste antes da corrida até à meta, com velocidades elevadas, terreno duro e desgaste mecânico a voltarem a marcar o desfecho do dia.
Para a TOYOTA GAZOO Racing South Africa, foi um exercício de resistência e persistência: as três equipas do GR Hilux enfrentaram dificuldades significativas para manterem as suas campanhas vivas antes da etapa final de regresso a Yanbu.
Saood Variawa (213) e François Cazalet tiveram um dia difícil desde o início. Um furo logo cedo foi seguido por uma rutura de uma junta homocinética (CV), obrigando a uma troca do semieixo em plena etapa, antes de novo furo surgir mais tarde. Apesar dos contratempos, a dupla chegou ao final e continua em 11.º da geral.
“Hoje foi bastante horrível. Tivemos um furo aos cerca de 60 quilómetros, depois partiu a junta homocinética (CV), por isso tivemos de trocar o semieixo a meio da etapa. Depois disso, tivemos outro furo mais perto do fim. No geral, foi um dia muito duro para mim”, disse Variawa.
Guy Botterill (218) e Oriol Mena estavam a caminho de mais um bom resultado, andando dentro do top 6 perto do final da etapa. No entanto, um pequeno desvio à rota nos últimos quilómetros resultou num toque numa rocha, forçando outra troca do semieixo antes de poderem continuar. Concluíram a 12.ª etapa em 47.º e ocupam o 14.º lugar da geral.
“Até ao fim estávamos mesmo a andar muito bem, ali à volta do quinto ou sexto. O carro estava incrível. Depois, com cerca de 15 quilómetros para terminar, desviámo-nos ligeiramente e batemos numa rocha do outro lado de uma duna. Tivemos de trocar o semieixo, mas estes carros são muito fortes e conseguimos chegar. Vamos poder lutar mais um dia”, disse Botterill.
Para João Ferreira (240) e Filipe Palmeiro, a 12.ª etapa foi mais um exercício de gestão de danos. Dois furos logo no início deixaram-nos sem pneus suplentes durante grande parte da especial, obrigando a reduzir muito o ritmo para garantirem a chegada e manterem-se em prova.
“Foi um dia muito duro. Dois furos cedo outra vez e depois tivemos de fazer cerca de 200 quilómetros sem pneus suplentes. Andámos a 20 a 30% só para garantir que chegávamos. Perdemos muito tempo, mas chegar era o mais importante”, disse Ferreira.
Com doze etapas concluídas, a atenção vira-se agora para o derradeiro teste do Dakar 2026. A 13.ª etapa será um loop em torno de Yanbu, com uma especial de 105 quilómetros composta maioritariamente por pistas rápidas de terra, intercaladas com secções de areia e algum terreno pedregoso. Apesar de curta para os padrões do Dakar, a etapa final deverá ser intensa, com margens reduzidas e pouco espaço para erros, à medida que os concorrentes fazem o último esforço rumo à meta.
O rali termina no sábado, 17 de Janeiro, após 13 etapas exigentes que voltam a sublinhar porque o Dakar continua a ser o derradeiro teste do homem e da máquina.
Comunicado: TGRSA






