DAKAR 2026: Balanço de Forças
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Os detalhes da 48.ª edição do Dakar, agendada de 3 a 17 de janeiro e que dará início à 5.ª temporada do W2RC, foram hoje revelados em Jeddah, com a presença de Yazeed Al Rajhi. O herói nacional ficou a conhecer o percurso onde tentará defender o seu título: um extenso loop de 8.000 km, com partida e chegada em Yanbu, incluindo 4.900 km disputados ao cronómetro. Desafios temíveis aguardam os concorrentes em ambos os lados do dia de descanso em Riade.
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A lista oficial de inscritos reúne os nomes dos pilotos e equipas de 325 veículos: 118 motos FIM e 207 inscritos FIA (72 na Ultimate, 37 na Challenger, 43 SSV, 8 na Stock e 47 camiões).Também 97 veículos históricos (74 automóveis e 23 camiões) integrarão o bivouac para a sexta edição da corrida de regularidade Dakar Classic, que se disputará num percurso recorde de 7.348 km.
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O Dakar avança ainda com confiança para o futuro através do terceiro ato do desafio Mission 1000, um laboratório de tecnologias emergentes, e através da formação de novos talentos com o programa saudita Next Gen, cuja primeira geração enfrentará o seu primeiro grande teste nas areias do deserto.
“Espelho meu, espelho meu, quem será o mais veloz neste areal?”, é o que ocorre quando se tenta adivinhar o que acontecerá em janeiro a partir do traçado apresentado. O cenário da partida — com as ondas do Mar Vermelho a beijarem a praia ao lado do bivouac de Yanbu — será também o cenário da chegada duas semanas depois. Sem perseguir uma simetria perfeita, a organização procurou desenhar uma rota equilibrada, mas sem baixar o nível de exigência.
De pistas rápidas a alternar com zonas arenosas ou rochosas, passando por campos de dunas até perder de vista, bem como etapas XXL onde a resistência será a chave, os ingredientes base mantêm-se em 2026 — mas em quantidades e temperos que prometem novos sabores. Os concorrentes encontrarão uma variante inédita das tradicionais etapas maratona a meio da primeira semana, incluindo uma noite num bivouac de estilo refúgio, muito básico, onde a assistência será limitada ao que conseguirem entre si (etapas 4 e 5). Gestão de corrida e resistência serão decisivas. A Etapa 6, a mais longa do rali com 925 km (336 km ao cronómetro), mergulhará o pelotão num mar de areia e dunas na aproximação ao dia de descanso em Riade.
Depois de uma curta pausa na capital saudita, a segunda metade será tão dura quanto a primeira, começando com o regresso à competição rumo a Wadi Ad-Dawasir (etapa 7), que acolheu o rali pela última vez em 2022. Uma segunda etapa maratona em estilo refúgio — desta vez com percursos separados para FIM e FIA — aumentará a pressão sobre os candidatos ao título e sobre os que apenas querem chegar ao fim. Nessa altura, alguns pensarão que o pior já passou, mas ainda faltarão mais de 1.700 km, incluindo 762 km cronometrados. A navegação traiçoeira entre Bisha e Al Henakiyah (etapa 11) tem potencial para baralhar hierarquias. Como os fãs veteranos sabem, até o último grão de areia pode decidir tudo. O momento da celebração chegará em Yanbu, que se revelará aos concorrentes sob uma nova luz.
SAUDI NEXT GEN: TUDO A POSTOS PARA O LANÇAMENTO
A iniciativa Saudi Next Gen arrancou paralelamente ao Dakar 2025, submetendo cinco jovens equipas a um programa intensivo de “Rally Raid 101” e desafiando-as a conquistar um bilhete para a edição de 2026. As equipas formadas por Hamza Bakhashab e Raed Alassaf e por Abdullah Al Shegawi e Fahar Alamr, os primeiros graduados da academia, alinharão à partida da corrida de SSV em Yanbu.
Uma segunda promoção, determinada a seguir as pegadas do seu ídolo Yazeed Al Rajhi, prepara-se agora para cinco dias intensos em Yanbu. Os participantes foram selecionados entre cerca de 50 candidatos oriundos de várias disciplinas do desporto motorizado.
MISSION 1000: MOTOS A LEVANTAR A POEIRA DO DESAFIO
O pelotão da terceira edição do Mission 1000 será composto por sete motos totalmente elétricas e um camião híbrido movido a hidrogénio e biodiesel. Avaliarão o seu progresso diariamente em percursos de cerca de 100 km.
Os Segway regressam com baterias de maior desempenho; os Arctic Leopard, já presentes em 2024, voltam agora nas mãos de três pilotos espanhóis de uma equipa privada; e as máquinas Stark Future, um caso de sucesso comercial, representam dois projetos independentes que entram agora na arena do Mission 1000.
Entretanto, o camião KH7 tornou-se símbolo do desafio depois de ter conseguido os melhores resultados por duas vezes.
No âmbito do programa mais amplo Dakar Future, mantém-se também o foco no desenvolvimento e utilização de biocombustíveis.
Fonte: Dakar / A.S.O.






