Baja España Aragón 2025: Lorenzo Santolino conquista a glória na Baja Aragón 2025: uma estreia dourada nas duas rodas
A poeira assentou nas pistas escaldantes da província de Teruel, e um novo nome ficou gravado a ouro na história da lendária Baja España Aragón. Com uma exibição absolutamente magistral, Lorenzo Santolino (Sherco) sagrou-se vencedor nas motos pela primeira vez, dominando de forma incontestável do início ao fim.
A 41ª edição da Baja España Aragón – Troféu GETAC 2025, uma das mais prestigiadas provas do calendário internacional de Bajas e pontuável para a Taça do Mundo e a Taça da Europa FIA, reuniu os melhores talentos do todo-o-terreno mundial numa competição feroz ao longo de dois dias e quase 500 quilómetros cronometrados. No segundo e último dia, os pilotos enfrentaram um derradeiro troço de 132 km entre Argente e Cella — e foi aí que as lendas se fizeram.
Santolino, aos comandos da sua Sherco 450, voou pelas pistas aragonesas como se fizesse parte do próprio terreno. Com um tempo total de 6:38:59.0, liderou todas as especiais e nunca deu hipótese à concorrência. Uma vitória limpa, justa e merecida que o coloca definitivamente entre os grandes.
O segundo lugar foi para o belga Neels Theric (Kove), que escreveu também o seu nome na história da prova ao garantir o primeiro pódio quer para si, quer para a marca chinesa Kove — uma estreia de sonho. Curiosamente, segue as pegadas do pai, que venceu a Baja nos anos 80 em equipa com Lacroix, quando a prova ainda era disputada em duplas.
Outra estreia com sabor a consagração foi a de Alonso Trigo (KTM – Namura), que fechou o pódio a +11:22 do líder. Oriundo do motocross e enduro, Trigo demonstrou uma maturidade surpreendente no seu batismo em provas de raid.
Fora do pódio por pouco, Alfredo Pellicer (KTM X Raids Experience) também se estreou com garra e velocidade. Uma queda ligeira no troço final roubou-lhe tempo precioso e a chance ao terceiro lugar. Filho do lendário José Manuel Pellicer, Alfredo mostrou que o talento corre-lhe nas veias.
O madrileno Javi Vega, com a novíssima Kove, completou o top 5 na categoria FIM Baja, mantendo a sua impressionante regularidade — terminou todas as edições em que participou e já tem o Dakar no horizonte.
Nos quads, o domínio foi mais uma vez de Jérôme Connart (Yamaha), que repetiu a vitória de 2024 com autoridade. E entre as mulheres, Sara García (Yamaha) voltou a ser a piloto feminina mais rápida, consolidando o seu estatuto como referência no desporto motorizado.
Também houve espaço para os gigantes do trail: Joan Pedrero (Harley-Davidson) venceu a categoria Maxitrail, terminando num espetacular 15º lugar absoluto entre motos e quads. Já em FIM Baja Trail, a vitória sorriu ao italiano Alessandro Ruoso (Yamaha).
A Baja Aragón 2025 encerra com saldo francamente positivo, repleta de emoção até ao último metro, com um nível técnico e físico exigente ao mais alto nível. Mais do que uma corrida, foi um épico de velocidade, resistência e paixão pelas duas rodas.
Uma edição para recordar. Um campeão para a eternidade. E a promessa de que, em 2026, a lenda continua.
Fonte: Baja Aragon






